Aos 12 anos, autor mirim do Ceará monta projeto para levar jovens escritores à Bienal de São Paulo
Estudante da rede pública de Fortaleza, já autor de dois livros, quer transformar a presença infantil na cena literária nacional
Com apenas 12 anos e dois livros publicados, Davi Moura não espera pelo futuro: cria caminhos para que outras crianças do Ceará ocupem palcos e estandes da maior feira literária do país. A iniciativa, nascida na rotina escolar de Fortaleza, visa transformar curiosidade em oportunidade e talento em visibilidade.
O que é o projeto
A proposta de Davi parte de um gesto simples e direto: reunir escritores mirins para representarem o Ceará na Bienal de São Paulo. Mais do que uma viagem, a ação busca abrir portas — apresentar editoras, provocar encontros com leitores e mostrar que a produção literária infantil também cresce dentro das escolas públicas.
Por que a Bienal importa
A Bienal de São Paulo é um dos principais palcos do mercado literário brasileiro. Estar ali significa acesso a leitores, imprensa e agentes culturais. Para autores jovens, essa exposição é transformadora: valida o trabalho, amplia redes e cria referências que podem durar uma vida inteira.
Trajetória que inspira
Davi conhece de perto as dificuldades do caminho. Estudante da rede pública, lançou dois livros antes da adolescência e agora usa essa experiência para puxar outras crianças. O projeto se apresenta como um convite coletivo — mostrando que escrever e publicar não é privilégio de poucos.
Impacto na comunidade
Iniciativas assim reverberam além das páginas. Diretores, professores e famílias costumam ver na presença jovem em eventos culturais um estímulo para leitura e estudo. A visibilidade de autores mirins provoca conversas sobre inclusão cultural e políticas de incentivo à infância leitora.
Imagem: Davi Moura busca levar outros autores mirins para a Bienal do Livro de São Paulo
Possibilidades à frente
Levar uma delegação de jovens autores à Bienal não é apenas uma agenda: é uma mensagem. Ao colocar crianças em debates, mesas e estandes, o projeto de Davi aponta para uma cena literária mais diversa — capaz de escutar vozes novas e de plantar referências para a próxima geração.
Fecho
Num país onde ainda faltam espaços para tantos talentos nascentes, a iniciativa de um menino de 12 anos lembra uma verdade simples: mudar o cenário cultural pode começar com um livro — e com a vontade de levá‑lo para além da escola. Se a missão de Davi der certo, a Bienal pode virar o palco onde novas histórias brasileiras começam a rodar o país.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6