O consórcio de viagem surge como alternativa para quem quer dividir o custo das férias ao longo do tempo sem pagar juros, distribuindo os pagamentos em mensalidades e possibilitando a utilização de uma carta de crédito quando o participante for contemplado. O modelo segue a lógica dos consórcios tradicionais: o consumidor integra um grupo, contribui mensalmente e pode ser contemplado por sorteio ou por lance para financiar passagens, hospedagem e pacotes turísticos.
O que é possível pagar com a carta de crédito
Segundo o economista Pedro Afonso Gomes, conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), após a contemplação o crédito permite quitar passagens nacionais e internacionais, hospedagem em hotéis e resorts, pacotes com agências, cruzeiros, seguro-viagem, além de passeios e ingressos contratados por operadoras.
O que fica fora da carta de crédito
Despesas cotidianas durante a viagem não costumam ser cobertas pela carta de crédito. Entre os itens que ficam de fora estão alimentação no destino (restaurantes e cafés), transporte local (táxi, apps de mobilidade, metrô e locação de veículo quando contratada de forma informal), compras durante a viagem, gorjetas e passeios pagos diretamente no local sem intermediação formal.
Impacto no planejamento
Especialistas ressaltam que o fator temporal é determinante. Pércio Arraes, especialista em consórcio e sócio do Grupo Nexco, observa que o prazo de contemplação é o principal ponto de atenção: como a liberação do crédito depende de sorteio ou lance, não há data fixa para ter acesso ao valor, o que pode afetar viagens que exigem datas fechadas ou aproveitamento de oportunidades específicas.
Além disso, preços de passagens, hospedagem e variação do câmbio podem alterar o custo total da viagem ao longo do tempo. Caso o valor da carta de crédito não seja totalmente utilizado, o saldo normalmente não é convertido em dinheiro livre; em geral, ele é utilizado para abater parcelas ou reduzir o próprio consórcio.
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Quando o consórcio é mais indicado
Bruno Borges, CPO e CMO do Mycon Consórcios, afirma que a modalidade é mais adequada para quem planeja a viagem com antecedência e tem flexibilidade de datas. Nesse cenário, o consórcio ajuda a organizar o gasto de maneira gradual e sem juros. Para viagens com data fixa ou que dependem de ofertas pontuais, formas de pagamento com maior previsibilidade podem ser preferíveis.
Em resumo, o consórcio de viagem pode ser ferramenta útil para distribuir o custo de uma viagem sem juros, desde que o viajante leve em conta o prazo de contemplação, a variação de preços ao longo do tempo e os limites de uso da carta de crédito.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6