Grupo formado por MC DR, MC Kauan PV, MC Zignani, MC Chaverin e Oracioh MC encerra a programação do Espaço Favela em um dos momentos mais marcantes do festival
No último domingo (13), o funk das periferias tomou o Rock in Rio de uma forma que ninguém vai esquecer cedo.
O Coral das Quebradas subiu ao palco do Espaço Favela ao lado de Dennis — um dos nomes mais icônicos da história do funk brasileiro — e encerrou a programação do espaço em uma apresentação que foi muito além de um show. Foi uma celebração. Foi um reencontro. Foi o funk mostrando, mais uma vez, que veio para ficar.

Coral das Quebradas no palco do Espaço Favela no Rock in Rio 2026 ao lado de DennisO palco que conectou gerações
Idealizado por MC DR, o Coral das Quebradas é formado por MC DR, MC Kauan PV, MC Zignani, MC Chaverin e Oracioh MC — cinco artistas que carregam nas vozes e nas palmas a identidade do funk periférico.
No palco do Rock in Rio, ao lado de Dennis, esse grupo que nasceu de um formato simples e orgânico chegou a um dos maiores festivais de música do planeta. A apresentação reuniu bailarinos, celebrou a cultura periférica e conectou diferentes gerações do funk em um mesmo momento.
Mas o que deu à noite um peso ainda maior foi o que aconteceu dentro do show de Dennis: a homenagem a Mr. Catra — um dos nomes mais importantes da história do funk brasileiro, cuja presença ainda ressoa em tudo que o gênero construiu.
O Coral das Quebradas presente nesse momento não foi coincidência. Foi continuidade.
Da escola ao Rock in Rio
Quem acompanhou a trajetória do Coral das Quebradas nos últimos meses sabe o tamanho do que esse palco representa.
O projeto que começou com vídeos de palmas e vozes no TikTok, viralizou com 10 milhões de visualizações, criou o Coral das Quebradas Kids, foi para escolas sem cobrar nada e ganhou versão infantil transmitida pela TV Cultura — esse mesmo projeto estava no domingo (13) em um dos maiores festivais de música do mundo, ao lado de um dos pilares do funk nacional.
É a trajetória do funk em miniatura: começa na quebrada, sem estrutura, sem patrocínio, sem garantia de nada — e chega onde merece pelo peso da própria cultura.
O que esse momento representa para o funk
A presença do Coral das Quebradas no Espaço Favela do Rock in Rio não é só uma conquista do grupo. É um símbolo do que o funk periférico representa em 2026.
O Espaço Favela existe para dar visibilidade à arte que nasce nas comunidades. E o Coral das Quebradas é exatamente isso: artistas que surgiram das quebradas, que usaram a música como forma de expressão e identidade, e que chegaram ao Rock in Rio sem abrir mão de nenhuma das suas raízes.
Dividir o palco com Dennis — que construiu décadas de carreira representando o funk com orgulho — e homenagear Mr. Catra nesse mesmo espaço é um recado claro para quem ainda duvida do tamanho do gênero:
O funk não está visitando os grandes palcos. Ele está tomando conta deles.
Acompanhe o Coral das Quebradas nas redes sociais e fique de olho nos próximos passos do projeto.
Assessoria de Imprensa GR6: Ewellin Tavares — [email protected] Jéssica Novaes — [email protected]

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6