Transmissão: Canal da Gazeta Esportiva (YouTube)

O Corinthians recebeu nova sanção que impede o clube de registrar jogadores pelos próximos seis meses. A punição, aplicada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à CBF, decorre do não pagamento da quinta parcela do plano homologado junto à entidade.

A parcela em atraso venceu na última sexta-feira e tem valor aproximado de R$ 8 milhões. A penalidade entrou em vigor de forma imediata e configura o terceiro transfer ban imposto ao clube nos últimos dois meses.

Clube acumula punições

Antes da restrição da CNRD, o Corinthians já havia sido alvo de duas sanções semelhantes pela Fifa. A primeira foi motivada por débitos relacionados à contratação do volante José Martínez, junto ao Philadelphia Union, e a segunda por falta de pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil (aproximadamente R$ 1,15 milhão).

Segundo a entidade internacional, as penalidades refletem obrigações financeiras pendentes que envolvem transações referentes a José Martínez, Charles, adquirido do Midtjylland (Dinamarca), e Talles Magno, vinculado ao New York City FC.

Histórico de atrasos

O clube já havia apresentado atraso em parcelas anteriores do acordo com a CNRD. Em ocasiões anteriores, pagamentos foram feitos após as datas previstas, e a diretoria do Corinthians argumentou que o prazo de cinco dias para comprovar a quitação permitia a regularização dentro desse intervalo. A interpretação não foi aceita pela Câmara, que manteve a restrição mesmo após a apresentação de comprovantes, situação que deixou o time impedido de registrar atletas por cerca de três meses.

Imagem: Divulgação

Entenda o acordo

Pressionado por credores, atletas e agentes, o Corinthians aderiu a um plano coletivo de quitação de dívidas na CNRD, homologado em abril de 2025. O acordo prevê o pagamento total de R$ 76 milhões ao longo de seis anos, em parcelas trimestrais. Conforme estabelecido, 80% de cada parcela destina-se ao credor principal do processo e 20% corresponde a honorários advocatícios.

Com a nova punição em vigor, o clube depende da regularização do pagamento da quinta parcela para retomar a possibilidade de registrar jogadores e evitar novas restrições no mercado.

Com informações de Gazetaesportiva