A Cosan informou nesta quinta-feira (5) que protocolou pedido de registro para a oferta pública inicial de ações (IPO) de sua controlada Compass Gás e Energia, acionista da Comgás. A companhia esclareceu que a operação terá caráter secundário, sem emissão de papéis novos, e que os recursos da colocação irão diretamente para o caixa da Cosan.
Segundo documento divulgado pelo grupo, controlado por Rubens Ometto e André Esteves, a oferta será coordenada por um conjunto de instituições financeiras e poderá incluir esforços de distribuição no exterior, dependendo de autorizações regulatórias e das condições de mercado.
A Compass também solicitou à B3 a migração de seu registro do segmento básico para o Novo Mercado, pedido que está em análise pela bolsa.
Expectativa de R$ 5 bi
Fontes do mercado indicaram ao Broadcast que a Cosan, que detém 88% da Compass, mira cerca de R$ 5 bilhões com a oferta. Empresas de infraestrutura regulada no Brasil costumam ser precificadas entre seis e oito vezes a geração anual de caixa; a Compass possui um Ebitda anual próximo de R$ 5 bilhões. Aplicando um desconto em função da velocidade e do momento da operação, a avaliação da empresa de gás natural poderia ficar em torno de R$ 25 bilhões.
Nesse cenário, a alienação de aproximadamente 20% do capital da Compass seria suficiente para alcançar o montante pretendido pela controladora. A empresa já havia ensaiado uma abertura de capital em 2021, mas a operação foi suspensa na ocasião por condições consideradas inadequadas.
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Os termos finais da colocação — incluindo a quantidade de ações a ser vendida e a faixa de preço — serão definidos na data de precificação, após consultas a investidores institucionais no Brasil e no exterior. A emissão está condicionada à aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3, além de autorizações societárias e das condições de mercado.
A Cosan é um conglomerado com atuação em energia, infraestrutura e logística, controlando empresas como Raízen, Rumo e Moove. Neste mês, a companhia anunciou que não daria continuidade às negociações para capitalização da Raízen, após não conseguir igualar aporte financeiro prometido pela Shell, o que levou a busca por alternativas para evitar a recuperação judicial da produtora de açúcar e etanol.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6