Olivia Rodrigo lançou seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love, e a recepção da imprensa internacional destaca a qualidade das composições e o arco narrativo do trabalho. O registro sucede SOUR e GUTS, mantendo a consistência artística que a cantora vem demonstrando desde o sucesso de Drivers License.
O que dizem os críticos
Para a Pitchfork, Rodrigo utiliza seu talento para listar as diversas indignidades do romance, descrevendo sintomas físicos e mentais — de dor de estômago e perda de apetite até dissociação — a ponto de a palavra “triste” poder ser trocada por “doente” sem perder sentido. Ainda assim, a publicação ressalta que, mesmo ao tratar sentimentos complexos com precisão, a artista segue capaz de torná-los cativantes.
A Rolling Stone destaca o tom eufórico do álbum, apontando que Rodrigo já vinha inserindo energia punk e fúria em trabalhos anteriores, além de hinos angustiantes com os quais o público se identifica. A crítica também enfatiza a maturidade narrativa da cantora, observando que, desde Drivers License, quando tinha 17 anos, ela demonstra agora uma nova sabedoria ao lidar com a constatação de que se pode amar alguém profundamente e ainda assim precisar deixá-lo ir.
A Billboard comenta que, embora o disco tenha sido anunciado como conceitual sobre ansiedade e mal-estar ligados ao apaixonar-se, ele soa vivo e pulsante. Segundo a revista, a obra começou a ser escrita sobre um romance de longa duração e acabou se transformando, oferecendo uma simulação visceral do processo de perceber, aos poucos, os aspectos negativos de uma relação que parecia boa ou ao menos confortável, e o choque ou irritação quando ela termina.
A Variety afirma que a terceira tentativa consolidou Rodrigo como uma artista que não erra ao entregar um dos álbuns mais divertidos do ano. A publicação elogia a parceria entre Rodrigo e o produtor e coautor Dan Nigro, destacando sua habilidade para narrar o arco completo de um relacionamento e sugerindo que a dupla não deveria se separar.
O Temple Daily Telegram considera este o melhor álbum da artista até agora, descrevendo o trabalho como um grande passo à frente para a compositora que surgiu muito jovem no cenário pop.
Imagem: Ap
O Los Angeles Times observa que Rodrigo, aos 23 anos, voltou-se para o prazer que antecede a dor em seu terceiro álbum, conseguindo compor canções sobre o êxtase do reencontro tão poderosas quanto as sobre término. A publicação nota que o disco está estruturado para traçar a trajetória de um relacionamento, com a segunda metade mergulhando na dor do coração, e elogia a nova sofisticação nas conclusões que a cantora tira sobre o comportamento das pessoas apaixonadas.
De forma geral, as críticas reforçam a imagem de Olivia Rodrigo como compositora consistente, capaz de construir um disco coeso que percorre as fases de um relacionamento com maturidade e apuro musical.
Com informações de Portalpopline

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6