As ações da Dasa (DASA3) registraram forte alta nesta quarta-feira (13). Às 12h35 (horário de Brasília UTC-3), os papéis avançavam 8,60%, negociados a R$ 3,41, em reação à melhora nas margens da Rede Américas e ao avanço na agenda de eficiência da companhia, ainda que preocupações sobre o nível de alavancagem persistam.

O Bradesco BBI considerou o resultado do primeiro trimestre de 2026 positivo, destacando crescimento robusto de receita e expansão relevante de margens, o que, segundo o banco, reforça a melhora do momentum operacional e a visibilidade de resultados para o ano. Apesar de a dívida líquida ter aumentado pontualmente no trimestre por fatores sazonais, o BBI afirmou que a performance operacional mais forte e os ganhos de eficiência sustentam a expectativa de geração relevante de caixa em 2026. O banco mantém recomendação neutra para a ação, mas com viés positivo.

Para o Goldman Sachs, os números mostraram sinais operacionais melhores em algumas áreas, porém o aumento da dívida líquida e o piora no capital de giro podem pesar na percepção do mercado. O banco informou que a dívida líquida ajustada subiu R$ 230 milhões em relação ao trimestre anterior, principalmente em função do aumento nas contas a receber, que corresponderam a cerca de 13 dias adicionais de receita anualizada. A Dasa também teve efeito de um pagamento de R$ 48 milhões relacionado à joint venture com a Amil.

Com esses movimentos, a alavancagem da companhia ficou praticamente estável em 3,1 vezes a dívida líquida sobre o EBITDA, patamar que o Goldman aponta como principal ponto de atenção. A Rede Américas apresentou melhora gradual de rentabilidade: a margem EBITDA recorrente alcançou 14,2%, aumento de 2 pontos porcentuais ante o trimestre anterior. A receita bruta permaneceu em cerca de R$ 3,38 bilhões, e a receita líquida cresceu 8% na comparação trimestral.

O banco também ressaltou a forte geração de caixa da Rede Américas, com um efeito positivo de R$ 199 milhões vindo do capital de giro, e lucro líquido de R$ 38 milhões no período. Ainda assim, o Goldman disse manter postura de “esperar para ver”, até observar evolução mais consistente do fluxo de caixa operacional para possibilitar redução da alavancagem.

O Itaú BBA destacou melhora sequencial relevante em Dasa e Rede Américas após um quarto trimestre de 2025 afetado por itens pontuais e ajustes contábeis, entendendo o resultado como avanço na agenda de eficiência. O banco observou que a desconsolidação de ativos pode prejudicar a comparabilidade e, por isso, a empresa apresentou números em base de “escopo atual”, que excluem operações descontinuadas, ativos vendidos e negócios incorporados à Rede Américas. O Itaú BBA informou estar preparando uma atualização mais ampla sobre sua tese de investimento.

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O Morgan Stanley avaliou os resultados como operacionalmente positivos, com volumes de diagnósticos mais fortes, margens melhores e ganho na Rede Américas impulsionando o EBITDA, mas apontou que o fraco fluxo de caixa livre e a elevada alavancagem mantêm a desalavancagem orgânica como questão em aberto, mantendo recomendação neutra.

As reações dos analistas sustentaram o movimento de alta das ações, que refletiu a combinação de sinais operacionais mais favoráveis e a persistente atenção do mercado ao nível de endividamento.

Com informações de Infomoney