A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o político possa receber atendimento religioso regular enquanto permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro encontra-se sob custódia da PF desde a transferência do regime de prisão domiciliar para a unidade policial. A defesa argumenta que a mudança de local interrompeu um acompanhamento espiritual que era realizado semanalmente e, segundo os advogados, transcorreu sem incidentes ou prejuízo à ordem pública.
Dois líderes indicados
No requerimento, os advogados listam dois nomes para prestar a assistência: o bispo Robson Lemos Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Ambos fariam atendimentos individuais, sob supervisão da administração do presídio e em horários a serem definidos em comum acordo, de modo a não interferir na rotina da unidade nem gerar riscos à segurança.
Base constitucional e legal
A petição sustenta que a liberdade religiosa é direito fundamental previsto na Constituição e reafirmado pela Lei de Execução Penal, que garante a pessoas privadas de liberdade o acesso a assistência espiritual. O documento destaca que o próprio STF já reconheceu a extensão desse direito a custodiados, desde que respeitados os protocolos de segurança.
“A liberdade religiosa constitui direito fundamental assegurado a todos os cidadãos, inclusive àqueles que se encontram sob custódia estatal”, registra o texto entregue ao gabinete de Moraes.
Imagem: Ex-presidente Jair Bolsonaro 18/07/2025 REUTERS/Mateus Bonomi
Próximos passos
Com o pedido formalizado, cabe ao ministro relator analisar a solicitação e deliberar sobre a entrada dos religiosos nas dependências da PF. Até a decisão, Bolsonaro continua sem o acompanhamento espiritual que recebia anteriormente em regime domiciliar.
O processo corre em segredo de justiça, e não há prazo definido para que Moraes se manifeste.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6