Braskem ignora aporte dos novos controladores e busca 90 dias de alívio na dívida
Plano prevê alongamento de prazos, corte de juros e renegociação no México — sem injeção de capital nem troca por ações
A Braskem vai apresentar aos credores um plano de reestruturação que exclui qualquer aporte dos novos controladores e não prevê conversão de dívida em participação acionária. A estratégia inclui estender vencimentos, reduzir os pagamentos de juros e conceder períodos maiores de carência para aliviar o fluxo de caixa. No México, a agenda aponta para renegociações dos contratos da Braskem Idesa com a Pemex; a subsidiária tem participação relevante na operação regional e está com pagamentos atrasados. A empresa tenta fechar esse pacote antes dos compromissos programados para julho, numa corrida para obter o apoio inicial dos credores necessários a dar início ao processo extrajudicial.
Prazo curto, apoio mínimo e risco de ação judicial
O plano deve entrar em cena já com termos gerais alinhados junto a grupos de detentores de títulos e bancos. A companhia busca o aval de detentores de pelo menos um terço da dívida para obter uma moratória de 90 dias nos pagamentos e, no prazo seguinte de 90 dias, tentar o apoio da maioria necessária para selar a reestruturação definitiva. Recentes movimentos societários aceleraram o cenário: ações antes da Novonor foram transferidas para um fundo da IG4 Capital, que agora divide o controle da petroquímica com a Petrobras. Ainda assim, a alternativa de recorrer a proteção judicial por meio de medida cautelar permanece na mesa. A Braskem preferiu não comentar sobre o assunto.
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Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6