Bad Bunny comandará o intervalo do Super Bowl neste domingo (8) às 22h, transmitido ao vivo pela GE TV e pelo Multishow. O artista porto-riquenho, vencedor do Grammy de Álbum do Ano, chega a um dos palcos mais assistidos da TV americana e pode entregar o show mais político da história do evento.

Produção e estilo

O repertório deve celebrar o álbum Debí Tirar Más Fotos, lançado em 5 de janeiro de 2025. O disco traz batidas de reggaeton e trap latino, com letras em espanhol e referências a clássicos como “Garota de Ipanema” e ritmos porto-riquenhos.

No clipe de “Nuevayol”, Bad Bunny projeta a bandeira de Porto Rico na Estátua da Liberdade e inclui uma voz que imita o discurso de Trump, pedindo desculpas aos imigrantes nos Estados Unidos.

Desempenho no streaming

Considerado o artista mais ouvido do planeta, Bad Bunny lidera playlists no Spotify e acumula visualizações milionárias no YouTube. O álbum vencedor do Grammy reforça sua popularidade global e potencializa as expectativas para o Super Bowl.

Agenda de shows

O intervalo do Super Bowl será a única apresentação de Bad Bunny nos Estados Unidos nesta turnê. O cantor optou por não incluir novas datas no país, citando receio de operações do ICE contra seus fãs.

Imagem: Reprodução/YouTube

Conexão com a cultura urbana

Em um momento de tensões políticas e protestos contra o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), Bad Bunny representa a comunidade latina em um palco de alto impacto. A Secretária de Segurança Interna dos EUA chegou a anunciar presença reforçada do ICE, mas a NFL afirmou que a agência não atuará no evento.

Segundo reportagem do G1, mesmo sem discursos explícitos, a simples presença de um artista que canta em espanhol e defende a identidade latina já se configura como um posicionamento.

O comissário da NFL, Roger Goodell, afirmou esperar um show de “união”. Bad Bunny, por sua vez, descreveu a apresentação como “uma festa” em entrevista à Apple Music, destacando que o público só precisará “se preocupar em dançar”.