Um detectorista de metais de 36 anos, identificado como David Moss, localizou no País de Gales um depósito com aproximadamente 10 mil a 15 mil moedas romanas de prata, guardadas em vasos de barro e enterradas há quase dois mil anos, segundo especialistas.

A descoberta ocorreu durante buscas com detector de metais e despertou mobilização de arqueólogos e especialistas locais, que consideram o achado possivelmente o maior do tipo já registrado no país. As moedas, agrupadas em recipientes de cerâmica, foram encontradas em um único ponto, o que levou as equipes a tratar o conjunto como um tesouro depositado intencionalmente.

Segundo os relatos, o conjunto é composto por moedas romanas de prata e chamou atenção pelo volume excepcional. Profissionais da área arqueológica têm acompanhado a retirada e o registro das peças para avaliação e preservação, diante da relevância histórica do material.

Os especialistas envolvidos apontam que o contexto em que as moedas foram encontradas — dentro de vasos de barro e em grande quantidade — indica que o depósito foi deliberadamente ocultado, possivelmente quase dois mil anos atrás, período compatível com a presença romana na região. O achado motivou análises preliminares e procedimentos para garantir o levantamento cuidadoso do sítio.

O fato de o tesouro ter sido localizado por um amador com detector de metais reforçou a necessidade de ação coordenada entre o descobridor e as autoridades arqueológicas, de modo a proteger o material e seguir protocolos profissionais de escavação e conservação. Não foram divulgadas informações adicionais sobre a localização exata do sítio, tampouco sobre a data precisa da descoberta ou sobre o destino final das moedas.

Detectorista encontra entre 10 mil e 15 mil moedas romanas em vasos de barro no País de Gales

Imagem: Divulgação

Arqueólogos e especialistas disseram estar surpresos com a magnitude do depósito e trabalham na catalogação das peças para determinar sua cronologia mais precisa, estado de conservação e potencial valor histórico para o estudo da presença romana no território que hoje corresponde ao País de Gales.





As equipes continuam os trabalhos de campo e avaliação, com vistas a preservar o material e aprofundar as investigações sobre as circunstâncias em que o depósito foi formado e enterrado.

Com informações de Clickpetroleoegas