Di Ferrero lançou o álbum Se7e, um projeto marcado pelo caráter pessoal e por referências ao misticismo, espiritualidade e astrologia, segundo o cantor em entrevista ao POPline. O artista afirmou que o conceito do disco surgiu a partir de uma reflexão sobre sua história e as influências familiares.

Origem do conceito e influência familiar

Di explicou que elementos espirituais permeiam sua vida desde a infância: a mãe é psicóloga, há registros de mediunidade na família e tias com práticas ciganas. Ele lembrou, por exemplo, de ter sido levado pela mãe a uma benzedeira na vizinhança. O cantor também comentou que numerologia e posicionamento dos astros interferiram em decisões do projeto, como a escolha de datas de lançamento alinhadas com fases da lua — a lua crescente foi citada como exemplo.

Incidente em Los Angeles e a música “Fim do Mundo”

Uma experiência violenta vivida em Los Angeles motivou uma das faixas mais intensas do trabalho, intitulada “Fim do Mundo”. Di relatou que, ao sair de um estúdio junto a produtores brasileiros e à compositora Jenni, o grupo foi surpreendido por um homem aparentemente sob efeito de drogas. Segundo o músico, o agressor atacou o grupo e arranhou o cabelo de Jenni; ela reagiu jogando uma vela no agressor, que continuou descontrolado até a chegada da polícia.

Os músicos acionaram a polícia, mas optaram por não registrar ocorrência na delegacia para evitar complicações com a imigração americana (ICE) e preservar compromissos já agendados. O episódio teve impacto direto no processo criativo: no dia seguinte, o grupo convergiu naturalmente para o tema do fim do mundo ao trabalhar no estúdio.

Colaborações e relações de longa data

Por se tratar de um disco íntimo, Se7e reúne músicos com quem Di mantém vínculo antigo. Entre os colaboradores estão Gee Rocha (parceiro do tempo do NX Zero), Tiago Castanho (ex-Charlie Brown Jr.) e o guitarrista Mateus Asato. Di afirmou que fez sentido convidar pessoas próximas e com as quais já construiu história, em vez de buscar parcerias com estranhos.

Imagem: Divulgação

Saúde mental e limites na carreira

Di Ferrero também falou sobre a necessidade de impor limites para preservar a saúde mental após anos de carreira. Ele contou que já recusou propostas muito lucrativas que não condiziam com seus valores, citando ofertas de campanhas recebidas quando se recuperou da Covid. O artista ressaltou a dificuldade de dizer “não” diante de grandes produtores e curadores, mas defendeu a postura de quem pensa a longo prazo e evita agir apenas para agradar.





O disco Se7e segue uma linha pessoal e reflexiva, unindo referências familiares, experiências recentes e parcerias de confiança.

Com informações de Portalpopline