O dólar registrava alta frente ao real nesta terça-feira (12), em meio à persistente incerteza sobre o conflito no Oriente Médio, que levou investidores a buscar a moeda americana como porto seguro. Além disso, agentes do mercado acompanhavam indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

Movimentação do câmbio

Às 9h04 (Brasília UTC-3), o dólar à vista subia 0,19%, negociado a R$ 4,901. No mercado futuro, o contrato mais líquido para junho avançava 0,23% na B3, cotado a R$ 4,923.

Margens do dólar comercial

  • Compra: R$ 4,900
  • Venda: R$ 4,901

Motivos do movimento

O avanço da moeda americana ocorreu na esteira da redução das expectativas de que um acordo para encerrar a guerra contra o Irã seja alcançado, segundo relatos do mercado. Esse cenário eleva a demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Paralelamente, investidores monitoravam as perspectivas de política monetária global, com expectativas de que o Federal Reserve (Fed) mantenha taxas de juros elevadas por um período mais longo para conter pressões inflacionárias.

Dados de inflação observados

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,67% em abril na comparação com março. Na base anual, o IPCA subiu 4,39%. Pesquisa da Reuters apontava expectativas de alta de 0,69% na comparação mensal e de 4,4% na variação anual frente a abril de 2025.

O mercado, portanto, recalibrava posições diante da combinação de fatores externos — relacionados ao conflito no Oriente Médio — e indicadores domésticos de inflação, que influenciam projeções sobre a trajetória de juros e, consequentemente, o fluxo para a moeda americana.

A cotação do dólar e os próximos dados econômicos deverão seguir como referência para a oscilação do real no curto prazo.

Com informações de Infomoney