A bolsa paulista encerrou o pregão de sexta-feira (27) em queda, mas concluiu o mês com resultado positivo pelo sétimo mês consecutivo, impulsionada pelo ingresso de recursos estrangeiros que sustentaram novas máximas históricas.

O recuo no fechamento foi influenciado por perdas em Wall Street e pelo IPCA-15 divulgado acima do esperado, além de movimentações corporativas, como o anúncio do Bradesco sobre a consolidação de sua área de saúde e a repercussão de balanços empresariais.

O Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, registrou baixa de 1,14%, atingindo 188.835,64 pontos. No balanço semanal houve queda de 0,89%, enquanto a alta mensal alcançou 4,12%, conforme dados preliminares.

No dia, o índice oscilou entre a mínima de 188.478,08 pontos e a máxima de 191.005,02 pontos. O volume financeiro negociado no pregão somava R$ 25,56 bilhões antes dos ajustes finais.

IPCA-15

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, ante 0,20% em janeiro. O resultado superou a mediana das projeções coletadas pela Reuters, de 0,57%.

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, a inflação medida pelo IPCA-15 ficou em 4,10%, acima da projeção de 3,82%. A leitura mais elevada pressionou o mercado de renda fixa, com as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) em alta. Investidores reduziram parte das apostas de um corte de 50 pontos-base na Selic em março; a taxa básica está em 15%.

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Dólar

Na cotação, o dólar à vista chegou a superar R$ 5,17 pela manhã, em movimento associado à disputa entre investidores pela formação da Ptax de fim de mês. Contudo, a moeda norte-americana perdeu força frente ao real ao longo do dia e mostrou maior fraqueza no exterior no fim da tarde.

O dólar à vista fechou com leve queda de 0,09%, a R$ 5,1344. No acumulado da semana, a divisa teve retração de 0,81% e no mês recuou 2,17%. No acumulado de 2026, o dólar à vista registra queda de 6,46%.

O mercado encerrou o mês com fluxo externo atuando como suporte para a bolsa, apesar da correção no último pregão causada por fatores domésticos e internacionais.

Com informações de Forbes