Um estudo recente da American Academy of Sleep Medicine indica que, embora dividir a cama com animais de estimação fortaleça o vínculo e ofereça conforto emocional a muitos tutores, a presença do pet durante a noite pode comprometer a qualidade do sono.

Quem e o que

Pesquisa analisada em reportagem publicada no site The Conversation e citada pelo Fast Company Brasil mostra que 46% dos entrevistados relataram permitir que seus animais durmam na mesma cama. Especialistas apontam que esse hábito traz benefícios psicológicos, mas evidências fisiológicas sugerem sono mais fragmentado para quem compartilha o leito com o animal.

Como foi investigado

Entre os estudos destacados, pesquisadores utilizaram um aparelho semelhante a um relógio de pulso para monitorar os movimentos dos donos durante a noite enquanto dormiam com seus pets. Mesmo quando os participantes relatavam subjetivamente uma boa noite de sono, os dados mostraram maior número de interrupções; em alguns casos, o sono foi diretamente afetado pelos deslocamentos ou movimentos do animal.

Diferenças entre cães e gatos

Os resultados indicam que donos de cães relataram maior sensibilidade a estímulos externos — como ruídos noturnos — e maior fragmentação do sono em comparação com donos de gatos. Para felinos, os achados são menos consistentes e ainda geram controvérsia entre os pesquisadores.

Efeitos no bem-estar

A análise aponta que a perda contínua de qualidade do sono pode trazer prejuízos à saúde mental e emocional. Entre as consequências associadas à má noite de sono estão menor tolerância à frustração, dificuldade para lidar com situações emocionalmente desafiadoras, fadiga, alterações de humor, diminuição da concentração e outros sintomas relacionados.

Imagem: Albina Gavrilovic via Getty images

Conforto emocional versus sono ininterrupto

O artigo convida os tutores a refletirem não apenas se dividir a cama com o pet é benéfico ou prejudicial, mas sim se a prioridade é o conforto emocional proporcionado pela proximidade do animal ou a manutenção de um sono contínuo e sem interrupções.

Decidir permitir que o animal durma na cama envolve pesar essas duas dimensões: o suporte emocional imediato frente aos impactos mensuráveis sobre a arquitetura do sono dos donos e dos próprios animais.

Com informações de Fastcompanybrasil