Uma draga de grande porte, batizada “No Woman, No Cry”, foi trazida ao Brasil em 2010 com a missão de remover 1,8 milhão de metros cúbicos de areia do leito marinho e recuperar a profundidade operacional de canais portuários. Com 65 metros de comprimento e potência de 2.735 HP, a embarcação passou a operar em trechos onde o assoreamento comprometia a logística de atracação e circulação de navios de grande porte.

A máquina atuou no Porto do Itaqui, onde sua presença tornou visível um trabalho que costuma ocorrer fora do campo de visão do público: a dragagem. Ao extrair sedimentos acumulados no fundo do mar, a draga permitiu a abertura e manutenção de canais navegáveis, condição necessária para a entrada e saída segura de embarcações de maior calado.

Segundo os dados de sua missão, a “No Woman, No Cry” foi empregada em uma operação com objetivo específico de retirar volume elevado de areia — 1,8 milhão de m³ — e, com isso, alterar a rotina operacional do porto ao restabelecer as condições de profundidade exigidas por navios comerciais de grande porte. A ação buscou reduzir os impactos do assoreamento, que em muitos pontos trava a movimentação e atracação de cargas.

A dragagem executada pela embarcação envolve a remoção física dos sedimentos que se acumulam ao longo do tempo no leito marinho, procedimento que recupera os canais e evita restrições que afetam prazos e capacidade logística dos terminais. A operação no Itaqui demonstrou a importância desse tipo de equipamento para manter a navegabilidade e a eficiência das rotas de acesso a portos onde o assoreamento é recorrente.

Draga “No Woman, No Cry” chegou ao Brasil em 2010 para desassorear canais e permitir navios de grande porte

Imagem: Divulgação

Com medidas e potência específicas para trabalhos de grande escala, a draga “No Woman, No Cry” foi uma solução aplicada à necessidade de ampliar a operação portuária e possibilitar a circulação de navios que, sem a dragagem, teriam dificuldade para atracar e operar normalmente.

Com informações de Clickpetroleoegas