Plano prevê cidade planejada, irrigação em larga escala e aumento do uso de água do Nilo

O governo egípcio apresentou em 1º de junho de 2025 um projeto que prevê desviar 10 milhões de metros cúbicos de água do Nilo por dia para erguer uma cidade planejada no deserto e irrigar áreas agrícolas extensas. O volume proposto equivale a cerca de 4 mil piscinas olímpicas diárias, segundo os dados divulgados.

Batizada de Jirian, a nova cidade está prevista para ser construída em área desértica a oeste do vale do Nilo. O plano combina a criação de um núcleo urbano com estruturas envidraçadas e um programa de irrigação que alcançaria 2,28 milhões de acres de terras, conforme informado pelas autoridades responsáveis pelo projeto.

Segundo a proposta, a iniciativa pretende transformar áreas áridas em zonas produtivas por meio do uso intensivo da água do rio, numa estratégia que também visa deslocar parte da ocupação humana para fora do vale do Nilo, região descrita como a mais disputada do país. O avanço do projeto reacende o debate sobre a escassez hídrica e a gestão dos recursos fluviais no Egito.

O documento oficial detalha a integração entre urbanismo e agricultura, com infraestrutura para captar e distribuir o volume diário de 10 milhões de m³. As medidas incluem redes de irrigação e instalações urbanas voltadas à nova cidade planejada, sem, contudo, divulgar no material público estimativas de custo total ou cronograma completo de execução.

Especialistas e observadores vêm acompanhando a proposta tanto por seu porte quanto pelos possíveis impactos sobre a disponibilidade de água no vale do Nilo, área que concentra a maior parte da população e da atividade agrícola do país. A iniciativa também levanta perguntas sobre as consequências ambientais e sociais da transferência de recursos hídricos em larga escala para regiões desérticas.

Egito planeja desviar 10 milhões m³ diários do Nilo para construir cidade envidraçada e irrigar 2,28 milhões de acres

Imagem: Divulgação

O projeto Jirian, com a meta de irrigar 2,28 milhões de acres e sustentar uma cidade com características envidraçadas, marca uma tentativa do Egito de ampliar a ocupação e a produção agrícola além do tradicional corredor do Nilo, apostando no redirecionamento de grandes volumes de água do rio.





Com informações de Clickpetroleoegas