Elon Musk encabeça um movimento tecnológico que visa transferir funções hoje realizadas por pessoas para robôs humanoides, numa abordagem conhecida como “physical AI” (IA física). A proposta é aplicar avanços em inteligência artificial ao mundo físico, automatizando tarefas manuais e industriais e, segundo seus proponentes, transformando a maneira como o trabalho é feito.
Na visão defendida por Musk, relatada pelo The Washington Post, a adoção em larga escala de robôs e veículos autônomos, alimentados por energia solar, poderia criar abundância de recursos. Nesse cenário, bilhões de robôs fariam a maior parte do trabalho necessário, o que eliminaria a pobreza e tornaria o trabalho uma opção, ao mesmo tempo em que poderia ampliar significativamente a fortuna de bilionários envolvidos no processo.
Musk e os planos para robôs humanoides
As empresas do empresário já realizam mudanças práticas para perseguir esse objetivo. A Tesla teria reorientado parte de sua estratégia para priorizar o desenvolvimento de robôs, reduzindo o foco em alguns modelos de veículos, incluindo um sedã de luxo popular, e iniciando uma nova linha de produção dedicada ao robô humanoide Optimus. Para acelerar o projeto, a montadora intensificou a contratação de profissionais com experiência em tecnologia e em habilidades como reprodução de movimentos e destreza manual humana.
A SpaceX, outra companhia ligada a Musk e com expectativa de abertura de capital em breve, integrou a startup de IA xAI para desenvolver softwares que trabalharão em conjunto com a Tesla. A própria Tesla descreve o projeto de robôs como parte da missão de “construir um mundo de abundância incrível”.
Outras empresas do setor também anunciam investimentos em robótica avançada. Amazon, Nvidia e a startup Atoms, fundada por Travis Kalanick, divulgaram iniciativas recentes. A missão da Atoms, conforme apresentada pela empresa, é promover “automação física para transformar a indústria e movimentar o mundo”. A Figure, referência em robôs humanoides, levou um exemplar ao evento na Casa Branca em que compareceu a então primeira-dama Melania Trump.
O termo “IA física” ganhou tração no Vale do Silício e foi reforçado por lideranças como Shay Boloor, estrategista-chefe da Futurum, que afirmou que a IA física representa o maior mercado endereçável da história e que a Tesla pode sair como grande vencedora. Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou que “A IA física chegou — toda empresa industrial se tornará uma empresa de robótica.”
Apesar do otimismo, há preocupações sobre os efeitos sociais e econômicos. Autoridades e especialistas nos Estados Unidos temem que a automação acelere o declínio do setor industrial, já atingido pela transferência de empregos para o exterior. O senador Bernie Sanders criticou o papel de bilionários nos investimentos em IA e robótica, questionando quem está financiando pesquisas na área e citando nomes como Musk, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg e Larry Ellison, além de questionar se esses investidores pensam nos benefícios para a maioria da população.
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Relatórios técnicos, como o da Anthropic, destacam que muitas atividades físicas — agricultura, construção, transporte e serviços alimentícios — seguem difíceis de automatizar, incluindo tarefas que variam de podar árvores a representar clientes em tribunal. Ainda assim, especialistas da área argumentam que sistemas avançados de IA poderão acelerar o desenvolvimento e o controle de robôs no mundo real.
Musk vê o Optimus como peça central dessa mudança, prevendo que a tecnologia permita uma “renda alta universal” e transforme o trabalho em escolha. A Tesla afirma estar trabalhando para lançar a produção em larga escala do robô, caracterizando o projeto como seu maior produto até agora. Analistas, porém, alertam que a transição pode provocar perda de empregos e afetar o modelo de negócios atual das empresas durante o processo de convergência entre os negócios tradicionais e a nova atividade robótica.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6