Um ex-engenheiro da Cisco acessou sem autorização a infraestrutura em nuvem da empresa cinco meses após ter deixado o cargo, apagou 456 máquinas virtuais do serviço Webex Teams, deixou cerca de 16 mil contas indisponíveis por até duas semanas e foi condenado a dois anos de prisão. As ações do ex-funcionário geraram custos estimados em US$ 2,4 milhões.

Segundo os relatos, a brecha que permitiu o acesso ocorreu porque a senha utilizada pelo profissional não foi alterada depois de sua saída da companhia. Com credenciais ainda válidas, ele conseguiu entrar no ambiente em nuvem da Cisco e excluir dezenas de instâncias virtuais vinculadas ao Webex Teams.

O incidente afetou aproximadamente 16 mil contas de usuários, que ficaram sem acesso ao serviço por um período que chegou a duas semanas. A remoção das 456 máquinas virtuais prejudicou operações dependentes da plataforma e motivou uma resposta técnica da equipe de segurança e infraestrutura da empresa para restaurar os recursos e recuperar a disponibilidade dos serviços.

Além dos trabalhos de recuperação e mitigação, a ação do ex-engenheiro gerou repercussões legais. Ele foi responsabilizado criminalmente pelos atos e recebeu sentença de dois anos de prisão. As autoridades e a própria empresa registraram os impactos financeiros do ataque interno, avaliados em US$ 2,4 milhões, valor que abrange custos de restauração, resposta a incidentes e possíveis prejuízos operacionais decorrentes do período de indisponibilidade.

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O caso evidencia a importância de controles de acesso e de procedimentos formais de encerramento de contas e credenciais quando um colaborador deixa a organização. A manutenção de senhas ativas após desligamentos pode permitir acessos não autorizados e provocar incidentes com efeitos financeiros e operacionais significativos.

Com informações de Clickpetroleoegas