Textor desmente Botafogo e aponta falhas no modelo do clube social
Mandatário da SAF rebate versão oficial sobre a saída de Alessandro Brito e se coloca como peça central na disputa
Um novo atrito ganhou as redes do Botafogo: a diretoria anunciou que a saída de Alessandro Brito já estava acertada internamente e que John Textor teria sido comunicado em abril. O mandatário da SAF negou categoricamente essa versão, criticou a comunicação do clube social e deixou claro que pretende manter influência sobre os rumos da gestão.
Conflito pela versão dos fatos
Alessandro Brito deixou o clube na terça-feira (26). O comunicado oficial tentou mostrar que a mudança foi um movimento interno organizado pelo clube social. Textor reagiu publicamente, dizendo que não foi informado conforme alegado e cobrando mais transparência nas notas divulgadas.
Além de contestar a narrativa, o empresário pediu que seu nome não seja usado em mensagens que, segundo ele, distorcem a realidade dentro da instituição. A troca de versões escalou rapidamente e expôs uma divisão que vai além de um simples ajuste de diretoria.
Críticas ao modelo do clube social
Na resposta, Textor questionou a eficácia do modelo social para gerir um clube moderno. Segundo ele, a estrutura vigente não traz estabilidade aos que participaram da construção recente dos títulos pela SAF e cria desconfiança entre membros tradicionais.
O empresário também afirmou ter alinhado entendimentos com Ares sobre passos futuros para o clube, sugerindo que um acordo existe, mas depende de uma decisão clara por parte do clube social para que haja união em torno da SAF.
Repercussão no campo e na tabela
O momento institucional ocorre em meio a um cenário esportivo instável. O Botafogo perdeu um de seus principais nomes do elenco para um rival direto — Barboza foi contratado pelo Palmeiras — e flerta com problemas no Campeonato Brasileiro, mantendo-se a poucos pontos da zona de risco.
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Por outro lado, na Copa Sul‑Americana o clube vive situação positiva: lidera o Grupo E com 13 pontos em cinco jogos e tem confronto marcado contra o Caracas na quarta (27), às 19h. A dualidade entre crise e oportunidades aumenta a pressão por decisões rápidas.
O que vem a seguir
O embate entre as versões oficial e pública tende a moldar os próximos movimentos administrativos. Se mantiver a postura pública, Textor pode intensificar sua atuação para retomar ou ampliar influência sobre a SAF.
Para o torcedor, a consequência imediata é incerteza. Nos bastidores, alianças e declarações nos próximos dias deverão indicar se o clube social e a SAF caminharão juntos ou em direções opostas — com impacto direto no clube dentro e fora de campo.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6