Fabricantes de PCs recorrem à CXMT diante de falta global de memória
HP, Asus e Acer passaram a empregar volumes reduzidos de chips DRAM da chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT) em alguns modelos de notebooks, segundo apuração do Nikkei Asia. A mudança ocorre em meio a uma escassez inédita de memória, alimentada pela forte demanda por equipamentos e componentes para infraestrutura de inteligência artificial (IA).
Executivos do setor disseram que as empresas de PCs adotam cautela ao ampliar compras da CXMT. Há receio de atritos com as três grandes fabricantes globais de memória — Micron, Samsung Electronics e SK Hynix — que, juntas, detêm mais de 90% do mercado mundial. Por essa razão, alguns fabricantes preferem manter discrição e limitar as aquisições da fornecedora chinesa.
A CXMT figura em uma lista do Pentágono que associa empresas a supostos vínculos com o Exército Chinês, o que torna compras por companhias americanas potencialmente sensíveis. A fabricante negou as alegações e, até o momento, não está sujeita a uma proibição comercial definitiva.
Em comunicado, a Acer afirmou que não divulga seus fornecedores, mas que mantém contato com múltiplos fabricantes e fornecedores globais para ajustar operações e responder a variações de preços de componentes. A Asus optou por não comentar. Pedidos de posicionamento à HP e à CXMT não tiveram resposta, informou o Nikkei Asia.
A escassez de chips de memória e de CPUs tem pressionado indústrias de PCs e smartphones. Fabricantes de computadores priorizaram componentes para modelos premium e repassaram parte do custo aos preços finais, enquanto empresas de celulares como Xiaomi, Oppo e Vivo reduziram várias vezes suas projeções de embarques para 2026 por causa da falta de memória. A IDC estima que o mercado global de PCs deve encolher mais de 11% neste ano, com aperto nas condições de oferta rumo ao fim de 2026.
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O déficit, porém, abriu oportunidade para a CXMT ganhar espaço na cadeia global de suprimentos. A empresa, sediada em Hefei, abriu capital no Star Market de Xangai em 27 de julho; suas ações subiram mais de 465% no primeiro dia de negociação e sua capitalização superou a da Intel, chegando a mais de 3,5 trilhões de yuans (US$ 518,5 bilhões) até segunda-feira. Em relatório à Bolsa de Xangai, a CXMT projetou lucro líquido de 52 bilhões a 58 bilhões de yuans no primeiro semestre de 2026, alta de até 2.530% em relação ao ano anterior, atribuída a condições favoráveis de mercado e melhora nos preços.
Por fim, a CXMT e a concorrente doméstica Yangtze Memory Technologies (YMTC) seguem planos ambiciosos de expansão de capacidade na China. A CXMT trabalha na ampliação de fábricas em Xangai com a meta de atingir duas a três vezes a capacidade da planta de Hefei, incluindo capacidade para produzir memória de alta largura de banda (HBM), componente importante para aplicações de IA.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6