A Espanha conquistou o título mundial neste domingo ao vencer a Argentina, dois anos após erguer a Eurocopa, e reforçou paralelos com a chamada geração de 2010. A equipe comandada por Luis de la Fuente teve em Lamine Yamal, Rodri e Dani Olmo alguns de seus principais nomes na campanha vitoriosa.
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O triunfo coloca a seleção espanhola ao lado da Alemanha (1972–1974) e da França (1998–2000) no seleto grupo de países que conseguiram a “dobradinha” Eurocopa+Copa do Mundo. Há também a expectativa de buscar uma sequência semelhante à da equipe liderada por Andrés Iniesta, que, após o título mundial de 2010, completou a “tríplice” com a Eurocopa de 2012.
Antes do Mundial, Luis de la Fuente apontou semelhanças entre seu elenco e o campeão de 2010, e no torneio sua equipe aplicou estratégias que lembraram aquela campanha — especialmente um modelo de jogo centrado na posse de bola e no controle dos tempos da partida.
Controle e solidez defensiva
Na semifinal contra a França, a Espanha exibiu controle coletivo e um meio-campo capaz de monopolizar a posse por longos períodos, atacando com explosões de intensidade que neutralizaram o ataque adversário. O trio francês formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise praticamente não criou chances claras: a seleção francesa registrou apenas 0,3 de gols esperados (xG) ao fim do confronto.
Após o jogo, De la Fuente elogiou o grupo, afirmando que “a margem para melhorias é infinita” e qualificando os jogadores como “o melhor do mundo”. Em oito partidas na Copa do Mundo, a Roja sofreu apenas um gol — contra a Bélgica, nas quartas de final — desempenho defensivo superior ao do time de 2010, que teve dois gols sofridos em sete jogos naquele Mundial.
Apesar das comparações, há diferenças claras entre as gerações. Sem uma dupla de meio-campo equivalente a Xavi e Iniesta, a seleção atual tem postura mais ofensiva e busca explorar a velocidade das pontas Lamine Yamal e Nico Williams — este último com pouco tempo de jogo antes do torneio. Yamal e Nico tiveram participação menos decisiva no Mundial do que na Eurocopa de 2024, quando Yamal marcou na semifinal contra a França e deu assistência na final contra a Inglaterra.
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O elenco mistura juventude e experiência: Pau Cubarsí e Lamine Yamal têm 19 anos, enquanto Pedri, com 23, já é tratado como um “veterano” do grupo. Mesmo assim, o histórico aconselha prudência: após a era de 2010 a seleção espanhola passou por campanhas fracas em Copas seguintes — eliminada na fase de grupos em 2014 e nas oitavas em 2018 e 2022 — até voltar a avançar em 2026.
O estilo de posse, embora elogiado, também pode revelar fragilidades quando se transforma em excesso de passes sem penetração, e a estreia da Espanha nesta Copa, com empate por 0 a 0 diante de Cabo Verde, já demonstrou esse desafio. Além disso, haverá atenção à condição física de jogadores-chave: Fabián Ruiz (30 anos), Mikel Oyarzabal (29, autor de cinco gols nesta Copa) e Rodri (30), vencedor da Bola de Ouro em 2024 e que enfrentou lesões posteriormente, em um calendário coletivo cada vez mais exigente.
O próximo grande objetivo da seleção é a Eurocopa de 2028, que será disputada no Reino Unido e na Irlanda, momento em que se avalia se a equipe conseguirá manter a sequência de conquistas antes de mirar uma nova Copa do Mundo daqui a quatro anos.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6