Gestores ligados ao Governo do Estado do Ceará debateram os principais ativos estratégicos do estado nas áreas de infraestrutura, tecnologia e logística durante o painel “Ativos estratégicos do Ceará: Infraestrutura, tecnologia e logística”, realizado no Painel Estratégico de Desenvolvimento Econômico, na Feira da Indústria FIEC 2026.
Participaram do encontro o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Hugo Figueirêdo; a presidente da CearáPar, Luiza Martins; e o diretor Comercial do Porto do Pecém, André Magalhães. A mediação ficou por conta de Helano Rangel, diretor de Novos Negócios do Grupo Argo.
Durante sua exposição, Hugo Figueirêdo ressaltou o papel do Ceará como um dos principais hubs de infraestrutura digital do país. Entre os ativos apontados estão os 16 cabos submarinos que desembarcam na Praia do Futuro, com previsão de acréscimo de mais dois cabos até 2030, além de uma rede de data centers que assegura ao estado posição privilegiada para operações que exigem internet de alta velocidade.
Figueirêdo também destacou o Cinturão Digital do Ceará (CDC), backbone de conectividade responsável por atender cerca de 140 municípios e alcançar mais de 70% da população do estado. Por meio de provedores parceiros, a infraestrutura consegue chegar aos 184 municípios cearenses. O executivo mencionou ainda incentivos fiscais oferecidos pelo governo para atração de data centers na ZPE Ceará, observando que a iniciativa pode se fortalecer com avanços na legislação federal do setor.
O presidente da Etice apontou a qualidade do sistema educacional do estado como um pilar para a inserção do Ceará em novas cadeias produtivas de tecnologia e energia. Nesse contexto, citou a implantação do campus do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), cujos cursos estarão alinhados à transformação digital e energética em curso no estado. “O Ceará já tem uma governança para a transição energética e está construindo uma para a transformação digital”, afirmou Hugo Figueirêdo.
Imagem: Ascom/Etice
Entre os projetos estruturantes mencionados está a Ferrovia Transnordestina, apontada como vetor para fortalecer arranjos produtivos e conectar cadeias industriais ao Porto do Pecém com maior competitividade. A integração entre logística e infraestrutura digital, reforçada pelos cabos submarinos de fibra óptica, foi indicada como base para um cenário de crescimento sustentável para o Ceará nos próximos anos.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6