TRANSMISSÃO: está disponível em vídeo (YouTube)
A Pantys, marca brasileira de roupa íntima absorvente, vendeu em três semanas o estoque que havia sido planejado para durar três meses, segundo Emilly Ewell, CEO e cofundadora. A informação foi relatada por Ewell e por Maria Eduarda Camargo, CMO e cofundadora, em entrevista ao programa Do Zero ao Topo.
O projeto da empresa surgiu há cerca de 10 anos, quando Ewell e Camargo identificaram uma lacuna no mercado nacional para alternativas aos absorventes descartáveis. A iniciativa nasceu de uma experiência pessoal — Ewell relatou alergia a absorventes convencionais — e de pesquisas que apontaram insatisfação elevada entre consumidoras: segundo as fundadoras, 90% das pessoas demonstraram abertura para testar soluções diferentes.
Desenvolvimento e validação
O produto levou aproximadamente um ano e meio para ser desenvolvido, passando por diversos testes de modelagem e de capacidade de absorção. As sócias afirmam ter conduzido o desenvolvimento com parceiros técnicos, mas destacam que a tecnologia foi construída internamente e que a empresa possui patente do produto.
A receptividade do mercado permitiu à Pantys financiar sua expansão sem necessidade de aporte externo. As fundadoras informam que a empresa atingiu o break-even no mesmo ano do lançamento: a marca foi lançada em agosto e, em dezembro, já apresentava equilíbrio financeiro.
Estratégia comercial e portfólio
A Pantys começou como operação digital, mantendo o e-commerce como canal principal, e depois ampliou presença para o varejo físico e redes de farmácia. Hoje, a marca está disponível em milhares de pontos de venda e iniciou presença em mercados europeus.
Imagem: Divulgação
O portfólio foi expandido a partir do contato direto com consumidoras e inclui linhas voltadas para a primeira menstruação, amamentação, incontinência, produtos masculinos e outros segmentos de bem-estar feminino. As fundadoras afirmam que o objetivo é solucionar problemas práticos, como vazamentos e desconforto, além de reduzir a geração de resíduos.
Em termos de formação, Emilly Ewell é engenheira química norte-americana com experiência em multinacionais de higiene e farmacêutica, enquanto Maria Eduarda Camargo tem formação em administração, passagem por consultoria financeira e histórico familiar ligado à indústria têxtil. As duas, que são tia e sobrinha, estruturaram a Pantys combinando conhecimento técnico e percepção do mercado.
O relato completo sobre a trajetória da empresa está disponível no episódio do programa Do Zero ao Topo, que pode ser visto em vídeo no YouTube e ouvido em plataformas de podcast.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6