São Paulo – Um levantamento recém-divulgado sobre inteligência artificial (IA) na indústria musical estima que o segmento de “busca por músicas parecidas” alcançará faturamento de US$ 3 bilhões nos próximos seis anos. Segundo o estudo, divulgado nesta semana, a tecnologia deve ganhar tração principalmente em serviços de streaming, impulsionada por ferramentas de recomendação, criação automática de playlists e crescimento do consumo via dispositivos móveis.

A pesquisa identifica cinco tendências responsáveis por colocar a IA no centro da estratégia das plataformas digitais. Entre os fatores destacados estão o aperfeiçoamento dos sistemas de recomendação, que sugerem faixas com base no histórico de cada ouvinte, e a popularização das playlists geradas de forma automática, recurso que vem sendo ampliado por empresas do setor para aumentar o tempo de permanência do usuário nos aplicativos. O relatório ressalta ainda o avanço do uso de smartphones como principal canal de acesso à música, o que acelera a adoção de comandos de voz e buscas contextuais — elementos dependentes de algoritmos sofisticados.

De acordo com as projeções, o mercado global de streaming se apoia nessas tecnologias para diferenciar catálogos cada vez mais extensos, que já ultrapassam 100 milhões de faixas em algumas plataformas. A expectativa é de que o investimento em IA direcione não só a experiência do usuário, mas também gere novas fontes de receita para gravadoras, editoras e artistas independentes, à medida que a identificação de faixas semelhantes facilita descobertas e amplia oportunidades de licenciamento.

O relatório menciona que empresas de diferentes portes disputam espaço nesse nicho, de startups focadas em análise sonora a gigantes de tecnologia que integram suas soluções diretamente nos serviços de streaming. Para os pesquisadores, a consolidação do modelo passa pela precisão dos algoritmos em reconhecer elementos como timbre, BPM e progressão harmônica, fatores decisivos na entrega de sugestões que realmente façam sentido para o público.

Outro ponto apontado pelo estudo é a influência do consumo móvel. Com o smartphone no centro do hábito de escutar música, funções como busca por voz e recomendações contextuais (por humor, atividade ou localização) ganham relevância e fortalecem a dependência de sistemas de IA. Esse cenário, diz o documento, deve sustentar a curva de crescimento até 2029, quando o volume projetado de US$ 3 bilhões deverá representar parcela significativa das receitas totais de produtos e serviços baseados em similaridade musical.

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Embora os autores não detalhem a porcentagem que cada tendência deverá representar no valor final, o texto reforça que a combinação de personalização, conveniência e automação continuará guiando a competição no mercado de streaming. A pesquisa conclui que, mantido o ritmo atual de adesão, a busca por músicas semelhantes tende a se transformar em pilar estratégico para plataformas digitais, artistas e selos em todo o mundo.

Com informações de Mundodamusicamm