Os Estados Unidos estão revisando normas da aviação para facilitar a introdução de tecnologias como carros voadores, aviões supersônicos e operações comerciais de drones. A iniciativa, conduzida pela Administração Federal de Aviação (FAA), busca atualizar regras antigas e criar um ambiente regulatório que permita o desenvolvimento e a certificação dessas aeronaves sem impor barreiras excessivas.

Quem e o que

A FAA é a responsável pelas mudanças e mantém um programa piloto que reúne oito empresas em 26 estados americanos para coletar dados operacionais e orientar processos de certificação futuros. O vice-administrador da agência, Chris Rocheleau, disse que a regulação deve acompanhar o avanço tecnológico sem tolher a inovação das empresas.

Por que e como

O objetivo das revisões é integrar novas categorias de aeronaves ao espaço aéreo nacional de forma segura e eficiente. Entre as prioridades estão os eVTOLs — aeronaves elétricas capazes de decolar e pousar verticalmente, pensadas principalmente para trajetos urbanos e ligações rápidas a aeroportos —, além da expansão das operações comerciais com drones e do retorno potencial dos voos supersônicos comerciais.

Fase regulatória e voos supersônicos

Para permitir que jatos que voam acima da velocidade do som operem novamente sobre áreas terrestres, a FAA apresentou a primeira de duas normas necessárias para suspender a proibição de 1973. A segunda norma deverá definir limites de ruído para decolagem, pouso e voo em velocidade supersônica. A agência espera concluir ambas as regras até meados de 2027.

Indústria e planos comerciais

Fabricantes de eVTOLs trabalham para transformar protótipos em serviços pagos. Adam Goldstein, CEO da Archer Aviation, afirmou que a estratégia de lançar operações em escala reduzida, similar à abordagem adotada por serviços de veículos autônomos como a Waymo, pode ajudar a identificar problemas, ajustar sistemas e ampliar gradualmente a operação.

Imagem: Divulgação

Após a publicação das novas normas, a FAA e outros órgãos reguladores terão ainda de certificar as aeronaves antes de autorizar voos comerciais, o que inclui avaliar requisitos de segurança e ruído. O transporte comercial supersônico tem estado ausente desde 2003, quando o Concorde, operado pela Air France e pela British Airways, deixou de prestar serviço.

As mudanças propostas refletem a intenção das autoridades americanas de modernizar regras criadas há décadas para acompanhar inovações como táxis aéreos elétricos, aviões supersônicos e maior uso comercial de drones.

Com informações de Olhardigital