O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou o relatório consolidado das canções mais executadas em shows no Brasil ao longo de 2025. Segundo o levantamento, que engloba apresentações em casas de espetáculo, bares e festivais em todo o país, “Evidências” mantém a liderança, reforçando seu status de hino nacional desde a composição de José Augusto e Paulo Sergio Valle, lançada em 1990.
O domínio dos clássicos
O pódio formado pelas três músicas mais tocadas apresenta composições com mais de três décadas de lançamento. Na segunda colocação aparece “Boate Azul” (1985), de Benedito Seviero e Tomaz, seguida por “Não Quero Dinheiro” (1971), de Tim Maia. Esses resultados destacam a força do repertório sertanejo e do soul em apresentações ao vivo, demonstrando que sucessos históricos continuam firmes no gosto do público.
Fenômeno recente entre gigantes
Dentre os dez primeiros lugares, chama atenção a entrada de “Erro Gostoso”, interpretada por Simone Mendes, que atingiu a sétima posição. Lançada em 2023 e assinada por Lucas Souza, Flavinho do Kadet, Felipe Marins, Gabriel Angelo, Eliabe Quexin e Edson Garcia, a faixa é a mais recente no ranking, quebrando a hegemonia das músicas mais antigas e mostrando a força de novos hits no cenário nacional.
Em comparação, a canção de lançamento mais próximo a “Erro Gostoso” é “Anna Júlia”, do Los Hermanos, de 1999, evidenciando uma diferença de 24 anos entre os dois sucessos mais novos que figuram no Top 10.
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Ranking completo das 10 músicas mais tocadas em shows (2025)
- “Evidências” – José Augusto / Paulo Sergio Valle (1990)
- “Boate Azul” – Benedito Seviero / Tomaz (1985)
- “Não Quero Dinheiro” – Tim Maia (1971)
- “Telefone Mudo” – Pião Carreiro / Franco (1981)
- “Eva” – Cartavetrata / Umberto / Ficarelli (1982)
- “Cheia de Manias” – Luiz Carlos (1992)
- “Erro Gostoso” – Lucas Souza e equipe (2023)
- “Anna Júlia” – Marcelo Camelo (1999)
- “Ainda Ontem Chorei de Saudade” – Moacyr Franco (1988)
- “Tentei Te Esquecer” – Cruz Gago (1998)
O estudo do Ecad é considerado o principal termômetro para avaliar o consumo de música em eventos públicos no Brasil, evidenciando tanto a imortalidade de clássicos como a ascensão de novas composições no panorama nacional.
Com informações de Jornaldorap

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6