Volume embarcado de carne bovina do Paraguai registra queda significativa em 2026

O Paraguai exportou mais de 132 mil toneladas de carne bovina até junho de 2026, gerando US$ 901 milhões em receita, segundo dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa). Em reais, esse montante equivale a cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, houve uma redução de 40% no volume embarcado — no ano passado foram comercializadas mais de 185 mil toneladas. Em termos de faturamento, a queda foi de 17%, uma vez que as exportações no mesmo período de 2025 superaram US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,5 bilhões na cotação atual).

O desempenho de 2026 representa um dos menores volumes de exportação desde 2019, quando o país registrou um recuo expressivo nos embarques, totalizando pouco mais de 108 mil toneladas, equivalentes a US$ 439 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual).

Entre os frigoríficos com maior participação nas exportações paraguaias, a Minerva Foods se destaca como a principal empresa do setor. De capital brasileiro, a companhia lidera os embarques e mantém instalações industriais no Paraguai. Também figuram entre os maiores exportadores o Frigorífico Concepción, o Frigorífico Guaraní, o Frigomercado e o Frigorífico Neuland.

Quanto aos mercados compradores, o Chile manteve-se à frente, com quase 43 mil toneladas importadas e aquisições de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,65 bilhão), o que corresponde a 33% do valor total exportado. Israel ficou em segundo lugar, com 19 mil toneladas e US$ 156 milhões (aproximadamente R$ 858 milhões), ou 17% do faturamento.

Os Estados Unidos foram o terceiro maior destino, com 22 mil toneladas embarcadas e receita próxima de US$ 130 milhões (cerca de R$ 715 milhões). Taiwan importou quase 16 mil toneladas, gerando US$ 110 milhões (aproximadamente R$ 605 milhões), o equivalente a 12% do valor exportado. Juntos, esses quatro mercados concentraram 77% das exportações paraguaias de carne bovina.

Exportações de carne bovina do Paraguai caem 40% no primeiro semestre de 2026

Imagem: Divulgação

Apesar da presença em 47 mercados, o Paraguai perdeu oito destinos que haviam comprado carne no ano anterior: Egito, Angola, Líbia, Geórgia, Cuba, Senegal, Guiné Equatorial e República de Djibuti. Em contrapartida, os embarques foram direcionados a novos mercados como Peru, Filipinas, Singapura e El Salvador, além de países considerados estratégicos, entre eles Emirados Árabes Unidos, Bolívia, Panamá, Haiti e República Democrática do Congo.

O Senacsa ressaltou que o Paraguai tem se consolidado como fornecedor confiável de alimentos após superar avaliações e auditorias sanitárias, o que tem fortalecido sua posição no mercado internacional e ampliado o acesso a destinos mais competitivos.

Com informações de Forbes