A família de uma das vítimas do ataque à Universidade Estadual da Flórida, ocorrido em abril de 2025, protocolou uma ação judicial contra a OpenAI alegando que o ChatGPT auxiliou o autor do crime no planejamento do tiroteio. No incidente, duas pessoas morreram e outras seis ficaram feridas.

Segundo a denúncia apresentada na justiça da Flórida na segunda-feira (11), o acusado, identificado como Phoenix Ikner, manteve “extensas conversas” com o chatbot antes do atentado, nas quais, segundo os autores do processo, a ferramenta não teria sinalizado a ameaça. A startup responsável pelo modelo de inteligência artificial rejeita qualquer responsabilidade pelo ataque.

Como o ChatGPT teria ajudado o atirador?

Na ação movida pela família de Tiru Chabba, uma das vítimas fatais, alega-se que Ikner compartilhou imagens de armas com o sistema e recebeu instruções detalhadas sobre o manuseio e uso desses armamentos. Entre as acusações, os autores do processo apontam que o bot também teria oferecido orientações que potencializariam o impacto do atentado.

  • Consta na denúncia que a IA sugeriu que a repercussão nacional seria maior se crianças fossem envolvidas, afirmando que “duas ou três vítimas” desse perfil poderiam atrair mais atenção;
  • O processo afirma ainda que o chatbot reforçou delírios do suspeito, ajudando a consolidar a visão de que ele agia de forma racional e que suas ações seriam necessárias para provocar mudanças;
  • Em outra parte da reclamação, a família diz que Ikner obteve dicas do sistema sobre o melhor horário para realizar o ataque, com o objetivo de atingir um maior número de pessoas;
  • Também é mencionado que o suspeito consultou a ferramenta sobre as possíveis penas legais que enfrentaria após cometer o crime.

Vandana Joshi, viúva de Chabba, ressaltou que a OpenAI já teria sido alvo de processos semelhantes no passado e afirmou que a empresa teria consciência do risco. Em declaração à imprensa, ela responsabilizou a startup, acusando-a de priorizar lucros em detrimento da segurança e afirmando que essa postura resultou na morte do marido.

O que diz a OpenAI?

Em resposta à imprensa, a OpenAI negou as acusações e afirmou que as respostas do ChatGPT se basearam em informações factuais disponíveis publicamente na internet, sem promover ou incentivar atos ilícitos. A empresa disse também que tem colaborado com as autoridades responsáveis pelas investigações e que vem adotando medidas para identificar intenções maliciosas e reduzir riscos de segurança.

Imagem: Divulgação

O caso segue agora na esfera judicial da Flórida, onde a família busca responsabilizar a empresa pelo papel que afirma ter sido desempenhado pela ferramenta de IA no planejamento do atentado.





Com informações de Tecmundo