Pulseiras distribuídas na Arena MRV teriam liberado substância oleosa e causado irritações
Fãs que participaram do show de Luan Santana em Belo Horizonte relataram ter apresentado irritações na pele após o uso de pulseiras de LED entregues pela produção do evento. A apresentação ocorreu no sábado (21) na Arena MRV e integrou a turnê “Registro Histórico”, que celebra os 18 anos de carreira do cantor.
Segundo relatos de presentes, as pulseiras — fornecidas nas entradas de cada setor e programadas para mudar de cor durante o espetáculo — teriam liberado um líquido com aspecto oleoso. Usuários relataram ardência, vermelhidão, manchas e coceira nos locais de contato com o acessório. Imagens de pulsos com irritações circularam nas redes sociais e geraram críticas sobre a ausência de orientações e de atendimento durante o evento.
Entre as pessoas que relataram sintomas está Larissa Almeida, de 23 anos. Ela disse que, pouco antes do início do show, percebeu o braço sujo por um líquido com textura oleosa e odor forte lembrando metal. A pulseira também teria parado de funcionar, e Larissa tentou limpar o resíduo no local, sem recursos adequados. Ao lavar o braço em casa com água e sabão, relatou dor intensa, manchas e coceira, além de sensibilidade nos dedos usados para limpar.
Marcela Araújo, 28, também descreveu incômodo após notar presença de líquido sob a pulseira. Inicialmente atribuiu o desconforto ao calor, e a irmã chegou a sentir ardência no olho, segundo ela. Ambas molharam a área para aliviar, mas só no caminho de volta para casa as marcas começaram a aparecer; Marcela afirmou que algumas conhecidas buscaram atendimento no local e foram informadas de que “não poderiam fazer nada”.
A assessoria de imprensa de Luan Santana informou que recebeu os relatos com preocupação e que está investigando os casos. A equipe ressaltou que as pulseiras vêm sendo utilizadas há quase dois anos sem registros de problemas e listou frentes de uso anteriores: quatro shows em Lisboa com cerca de 20 mil braceletes por dia; gravação de DVD em Curitiba com 70 mil unidades; duas apresentações no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 13 e 14 de março, com quase 50 mil pulseiras por dia; além de outro evento citado com mais de 40 mil unidades. A nota informou ainda que as pulseiras servem para efeitos visuais nos shows e que a produção apura os relatos para esclarecer o ocorrido.
Imagem: Caso em investigação
As investigações e eventuais providências dependem do andamento das apurações mencionadas pela equipe do artista.
Com informações de Vagalume

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6