O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, seguindo expectativa do mercado, e sinalizou que a pausa nos cortes pode se estender até 2026. A decisão, transmitida pela Record, teve efeito moderado sobre o mercado brasileiro, com o Ibovespa registrando alta mesmo diante da nova valorização do petróleo.
O comunicado do Fed ressaltou a persistente incerteza gerada pelo conflito no Irã, citando que “as implicações do desenvolvimento no Oriente Médio para a economia americana são incertos”. A manutenção das taxas nos EUA por mais tempo reduz o espaço para cortes na Selic, considerando que um choque prolongado nos preços do petróleo tenderia a limitar e a reduzir a magnitude das reduções no Brasil.
No cenário doméstico, um Copom mais rígido manteria a atratividade da renda fixa em relação a outras classes de ativos. A volatilidade observada em títulos públicos prefixados e atrelados ao IPCA pode levar investidores a privilegiar aplicações indexadas à Selic ou ao CDI, que acompanha de perto a taxa básica.
O aumento do preço do petróleo, pressionado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, afetou a marcação a mercado de títulos públicos no início da semana. Na sexta-feira (13) e no começo da semana seguinte houve pico de estresse, com temores de um choque de preços se o petróleo ultrapassasse US$ 100 o barril. Em resposta, o Tesouro Nacional realizou a maior intervenção de sua história, recomprando quase R$ 50 bilhões em papéis em três dias para injetar liquidez e estabilizar o mercado.
“Todo mundo quis sair ao mesmo tempo por causa da guerra e isso causou um grande estresse”, afirmou o sócio e gestor da Verde Asset, Luiz Paulo Parreiras, durante evento da Nomad na terça-feira (17).
Fluxo estrangeiro deve seguir
Apesar dos riscos geopolíticos, a diversificação dos investidores para além dos EUA continua sendo o principal fator que sustenta o avanço do Ibovespa e a menor volatilidade do câmbio. Enquanto não houver deterioração que force bancos centrais a elevar juros globalmente, a entrada de capitais estrangeiros no Brasil tende a permanecer ao longo do ano, impulsionada pela atratividade relativa dos ativos locais.
“A América Latina é o único lugar do mundo que não vai ter guerra. A região se sobressai nesse cenário geopolítico (atual)”, avaliou o diretor de investimentos da WHG, Andrew Reider. “A eleição no Brasil virou até um negócio secundário para os estrangeiros.”
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Após a decisão do Fed, às 15h, o Ibovespa registrava alta de 0,31%, aos 180.976 pontos, e o dólar avançava 0,33% frente ao real, cotado a R$ 5,2102.
Projeções do Fed
O “dot plot” do Fed indica que um número crescente de membros vê os cortes de juros apenas em 2026. A mediana das projeções para as taxas ficou inalterada em relação a dezembro, mantendo a possibilidade de um corte em 2026. Entre os 19 integrantes, sete preveem apenas mais uma redução neste ano, enquanto outros sete não enxergam espaço para novos cortes. Para 2027, a mediana aponta para a possibilidade de dois cortes de 0,25 ponto percentual cada.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6