Brasília, 13 de maio de 2025 – O presidente do Banco Central (BC) do Brasil, Gabriel Galípolo, aderiu nesta terça-feira, 13, a um manifesto em defesa da independência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A iniciativa reuniu líderes de diversas instituições financeiras globais e surge em meio a pressões do governo norte-americano, que cobra do Fed uma redução mais rápida das taxas de juros.

Segundo comunicado oficial do BC, o documento reforça o caráter “técnico e apartidário” das decisões monetárias como elemento essencial para a manutenção da estabilidade econômica mundial. As autoridades signatárias afirmam que a autonomia institucional é vital para proteger os cidadãos dos efeitos adversos da inflação e de eventuais desvios de curto prazo motivados por interesses políticos.

Conteúdo do manifesto

O texto destaca o presidente do Fed, Jerome Powell, exaltando sua atuação “com integridade, foco no mandato e compromisso inabalável com o interesse público”. Em uma das passagens, os signatários argumentam que “a independência das autoridades monetárias deve ocorrer sob a égide do Estado de Direito e da transparência democrática”, garantindo decisões eficazes sem interferência externa.

Alinhamento com outras instituições

Com a adesão brasileira, o Brasil se une a instituições como o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais. O BC avalia que essa posição conjunta demonstra o reconhecimento da relevância das políticas técnicas e reforça o prestígio das autoridades monetárias em todo o mundo.

Em comunicado, o Banco Central ressalta que o manifesto evidencia a importância da continuidade das agendas institucionais e do respeito aos mandatos estabelecidos, independentemente das pressões externas ou de curto prazo.

Galípolo assina manifesto em defesa da autonomia do Fed

Imagem: Raphael Ribeiro/BC

No cenário americano, o embate político ganhou força após o Departamento de Justiça notificar o Fed sobre intimações de um grande júri relativo a obras de restauração de prédios históricos da instituição. Powell afirmou respeitar o Estado de Direito e ressaltou que “nenhum presidente do Fed está acima da lei”, mas alertou que as ações judiciais devem ser analisadas dentro de um contexto de pressões governamentais constantes.





A iniciativa de Galípolo visa consolidar a credibilidade das decisões monetárias e promover a estabilidade global por meio da defesa da autonomia técnica dos bancos centrais.

Com informações de Revistaoeste