Gil Giardelli, cofundador da 5ERA, afirmou que o mundo entrou em uma nova fase econômica e tecnológica durante sua apresentação no ESX Innovation Experience, evento realizado em Vitória (ES) entre os dias 11 e 13 de junho. Na palestra intitulada Evoluir em Tempos Exponenciais: Estratégia, Tecnologia e Consciência para o Futuro dos Negócios, ele discutiu os efeitos da inteligência artificial (IA), da automação e das mudanças sociais sobre empresas, carreiras e a economia.

No começo da apresentação, Giardelli ressaltou que avanços em campos como biotecnologia, inteligência artificial e computação aceleraram transformações em mercados e nas formas de trabalhar, aprender e se relacionar. Segundo o palestrante, essa aceleração impõe novos critérios competitivos às organizações e aos profissionais.

Um dos pontos centrais do discurso foi a noção da “era após a startup”. Para Giardelli, a vantagem competitiva passará a depender mais do repertório cultural e da capacidade de articular conhecimentos de diversas áreas do que de modelos tradicionais de negócio. Em sua fala ele disse: “Bem-vindo à era após a arte. Eu falo da era após a startup”.

O avanço dos agentes autônomos de IA também recebeu atenção. Giardelli citou cenários em que empresas conduzidas por uma única pessoa contam com dezenas ou centenas de agentes digitais responsáveis por atendimento, gestão financeira, marketing e análise de dados, diminuindo custos e ampliando produtividade. Ele lembrou predições do setor de IA de que surgirão “empresas de uma pessoa e muitos agentes” avaliadas em “um milhão de dólares”, e afirmou que sinais desse movimento já aparecem em diferentes mercados.

Educação, qualificação e convivência com máquinas

Giardelli abordou a educação como elemento-chave para o sucesso na nova economia digital. Usou como referência políticas e resultados de países como Singapura, Coreia do Sul e China para argumentar que a formação de profissionais preparados é determinante para a prosperidade econômica. Em sua avaliação, o conhecimento será cada vez mais exigido diante das mudanças tecnológicas.

Sobre o mercado de trabalho, o palestrante previu transformações profundas nas ocupações: não o desaparecimento massivo de empregos, mas a reconfiguração de funções e o surgimento de novas profissões. Nesse contexto, ele enfatizou a necessidade de aprendizagem contínua ao longo da vida profissional.

Gil Giardelli diz que chegamos à “era após a startup” em palestra no ESX Innovation Experience

Imagem: Divulgação

Giardelli também mostrou exemplos de robôs humanoides, fábricas automatizadas e sistemas inteligentes empregados em vários países, destacando que competências humanas — criatividade, empatia, curiosidade e colaboração — permanecerão como diferenciais relevantes na convivência com as máquinas.





Ao finalizar, o futurista defendeu uma perspectiva otimista, condicionada ao equilíbrio entre tecnologia, educação e consciência coletiva, citando o conceito de Sociedade 5.0 e afirmando: “O mundo será de todos ou não será de absolutamente ninguém”. Como recomendação final, pediu estudo permanente, ampliação do repertório cultural e desenvolvimento de serenidade para enfrentar as rápidas mudanças.

Com informações de Tecmundo