Um ataque cibernético convenceu usuários a baixar uma versão falsa do aplicativo do Claude para computadores, que na verdade continha malware capaz de permitir acesso remoto aos dados das máquinas. A ação foi identificada pela empresa de cibersegurança Huntress, que afirma que cerca de 29 empresas foram afetadas antes que a situação fosse controlada.

Segundo a Huntress, os responsáveis pela fraude produziram uma página com o mesmo domínio do serviço de IA — claude.ai — e disponibilizaram um arquivo denominado ClaudeDesktop.exe, parecido com o instalador legítimo. O uso da URL idêntica ao site oficial contribuiu para a credibilidade do golpe e dificultou a percepção do risco por parte de quem acessou o link.

Como funcionou o ataque

O vetor de distribuição foi um anúncio pago exibido no buscador Bing. Quando usuários pesquisavam pela versão desktop do Claude, o resultado patrocinado surgia em destaque no topo e apontava para a página criada pelos golpistas, que imitava a interface do Claude. A página falsa tinha um botão de download que acionava o arquivo malicioso.

A cópia frauda foi gerada com a ferramenta Artefatos oferecida pela própria plataforma do Claude, que permite a criação de páginas e aplicativos dentro do ambiente da IA. A página exibiu um aviso no topo informando que se tratava de conteúdo criado por usuários e não possuía validação oficial da Anthropic, mas o aviso passou despercebido por muitos visitantes devido à URL com o domínio verdadeiro.

De acordo com a Huntress, a página recebeu mais de 7 mil visualizações antes de ser retirada do ar. A Anthropic foi contatada pela empresa de segurança e conseguiu, posteriormente, tomar medidas para conter o incidente.

Golpe usou página com domínio do Claude para distribuir malware em PCs

Imagem: André Magalhães/Canaltech

Recomendações e informações oficiais

O Claude mantém um site oficial para baixar o aplicativo, com uma URL diferente e direta: https://claude.com/download. Além disso, páginas criadas com os Artefatos podem usar o domínio oficial, porém costumam exibir um aviso informando que foram produzidas pela comunidade; usuários são orientados a checar esse alerta antes de realizar downloads.





O episódio ilustra o uso de recursos da própria plataforma para promover um instalador falso e distribuir um programa malicioso para computadores, afetando dezenas de empresas até a detecção e a ação corretiva.

Com informações de Canaltech