O governo federal anunciou a aplicação de uma taxa de 12% sobre as exportações de petróleo bruto, medida adotada em resposta à escalada de tensões no Oriente Médio e à alta dos preços internacionais da commodity. A iniciativa integra um pacote emergencial destinado a reduzir pressões sobre o preço do diesel no mercado doméstico.

Além da nova taxação sobre o petróleo exportado, a equipe econômica informou a redução de tributos federais incidentes sobre o diesel, com o objetivo de ampliar a oferta interna do derivado e aliviar custos para setores que dependem fortemente de transporte.

A decisão foi motivada pelo agravamento do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, que elevou o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo e provocou forte valorização das cotações internacionais. Segundo autoridades envolvidas no processo, a cobrança sobre as exportações tem caráter temporário e busca incentivar que parte maior da produção seja destinada ao mercado interno.

O raciocínio do governo é que, com o preço do petróleo mais alto no exterior, produtores têm tendência a priorizar vendas internacionais, o que pode reduzir a disponibilidade de matéria-prima para as refinarias brasileiras. A taxa de 12% pretende, portanto, tornar menos atrativa, no curto prazo, a exportação em detrimento do abastecimento interno.

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de petróleo, impulsionado principalmente pela produção do pré-sal. Ao mesmo tempo, o país continua dependente da importação de derivados, especialmente diesel, o que torna a economia sensível às oscilações do mercado internacional de energia.

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Com as medidas adotadas, o governo busca ampliar os instrumentos capazes de equilibrar a oferta doméstica de combustíveis enquanto persistirem os efeitos da crise geopolítica sobre os preços globais do petróleo. Autoridades enfatizaram o caráter temporário das ações e a intenção de priorizar a estabilidade do mercado interno de combustíveis.

As mudanças entram na pauta de medidas emergenciais do governo voltadas ao setor energético e ao transporte, sem indicação de prazo determinado para a manutenção da taxa sobre exportações.

Com informações de Portalin