Transmissão: Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, nesta quarta-feira, uma medida provisória que abre R$ 15 bilhões em linhas de crédito destinadas a empresas prejudicadas por medidas tarifárias dos Estados Unidos e pela guerra no Oriente Médio.

O programa visa atender um amplo conjunto de empresas, incluindo exportadores do setor industrial afetados por tarifas e produtores de fertilizantes, setor considerado estratégico para reduzir a dependência brasileira de insumos importados, cuja chegada foi comprometida pelos conflitos no exterior.

A iniciativa, que foi inicialmente noticiada pelo jornal O Globo, integra a nova fase do programa Brasil Soberano, lançado no ano passado em resposta às tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos. Na ocasião, o programa também teve papel político relevante para o governo.

Segundo a medida provisória, os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, compra de bens de capital e investimentos voltados à adaptação da produção, aumento da capacidade produtiva e projetos de inovação tecnológica. As fontes de financiamento indicadas incluem superávits financeiros do Tesouro, o fundo garantidor de exportações e outras verbas orçamentárias.

O anúncio ocorre em um momento em que o governo busca frear a alta nos custos de combustíveis e enfrentar interrupções no abastecimento de fertilizantes, problemas que podem pressionar a inflação e provocar descontentamento entre caminhoneiros, agricultores e empresários.

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A medida provisória estabelece critérios para a elegibilidade das empresas interessadas e define que o aporte de R$ 15 bilhões será usado especificamente para mitigar os efeitos das instabilidades geopolíticas e das barreiras tarifárias externas sobre a cadeia produtiva nacional.

O governo detalhará, em atos subsequentes, as regras de operacionalização do crédito, os prazos e as condições de garantias. A iniciativa deve atingir empresas de diferentes portes e segmentos que comprovem impacto direto das medidas externas na sua atuação comercial e produtiva.





Com a nova rodada de apoio, o Executivo busca assegurar a continuidade de atividades consideradas essenciais ao abastecimento e à estabilidade econômica do país, preservando empregos e a capacidade de produção frente às adversidades internacionais.

Com informações de Investnews