Uma coalizão formada por oito grandes organizações da indústria fonográfica anunciou o lançamento de dois rótulos destinados a identificar o uso de inteligência artificial generativa em gravações de áudio. Entre os signatários estão a Recording Academy (Grammy), a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) e a Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA).

O objetivo da iniciativa é aumentar a transparência para ouvintes e agentes do mercado por meio de ícones de alto contraste criados para leitura visual imediata. O rótulo “Gerado por IA” será composto por um quadrado preto com as letras “AI” em caixa alta branca e deverá sinalizar produções nas quais a tecnologia realizou a totalidade da obra ou componentes criativos centrais, como vocais ou arranjos principais.

O segundo selo, “Assistido por IA”, utilizará um quadrado claro com as letras “ai” em minúsculas. Ele foi pensado para identificar faixas produzidas essencialmente por seres humanos — em que os vocais e os instrumentos principais são executados por pessoas — mas que contaram com suporte tecnológico em elementos expressivos pontuais.

O sistema inclui suporte por metadados para permitir integração direta com serviços de streaming e foi concebido como adotação voluntária pelas plataformas e produtores. Os idealizadores informam que a proposta foi desenhada para acompanhar a evolução tecnológica, podendo ser atualizada conforme avanços na área.

A medida surge em resposta ao aumento de conteúdos sintetizados: em algumas plataformas digitais, criações geradas por algoritmos já representam mais de um terço dos novos envios diários. Nesta primeira fase, os rótulos aplicam-se apenas a fonogramas (gravações de áudio) e não abrangem letras, partituras, videoclipes ou capas de álbuns.

Imagem: Divulgação

Além da Recording Academy, IFPI e RIAA, também assinam o projeto a Federação Americana de Artistas de Televisão e Rádio (SAG-AFTRA), a Associação Americana de Música Independente (A2IM), a Rede de Independentes Mundiais (WIN), a Associação de Empresas de Música Independente (IMPALA) e a Human Artistry Campaign.

Com informações de Abramus.org