O Grupo Mateus vai ampliar sua atuação para o segmento farmacêutico nas regiões Norte e Nordeste por meio de uma parceria com um operador regional do setor, segundo apuração do InvestNews. A iniciativa envolve o Armazém Mateus, braço operacional da companhia maranhense, e a AS&J Holding, vinculada ao Grupo Toureiro, do Piauí.

A AS&J Holding atua na distribuição de produtos farmacêuticos para farmácias, hospitais e órgãos públicos. A expectativa é que a aliança entre as empresas seja formalizada como uma joint venture voltada ao comércio e à distribuição de medicamentos e produtos médico-hospitalares nos estados das duas regiões onde o Grupo Mateus já concentra operações de atacarejo.

Segundo as empresas, o acordo pretende gerar ganhos logísticos e operacionais e ampliar a oferta de medicamentos com maior eficiência na cadeia de distribuição regional. A concretização da transação está condicionada à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O movimento integra a estratégia do Grupo Mateus de expandir atividades além do varejo alimentar, aproveitando sua presença consolidada no Norte e no Nordeste. A companhia já tem investido na operação de atacado, cuja divisão B2B registrou receita de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 26,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, atendendo mais de 48 mil clientes por mês por meio de sua rede de centros de distribuição.

A entrada no mercado farmacêutico também acompanha um movimento mais amplo entre redes de atacarejo. Exemplo disso é o Assaí, que vem ampliando sua presença no setor ao acelerar a abertura de farmácias próprias em seus complexos comerciais e planeja inaugurar 25 unidades até julho, utilizando a infraestrutura já existente em suas lojas.

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O avanço do Grupo Mateus na distribuição de medicamentos deve se concentrar nas regiões onde já opera com atacarejo, com a joint venture responsável por integrar logística, comercialização e atendimento a clientes institucionais e varejistas locais, conforme informado pelas partes envolvidas. A operação seguirá pendente do aval do Cade antes de qualquer implementação efetiva.

Com informações de Investnews