O grupo de ransomware World Leaks publicou mais de 200 mil arquivos supostamente roubados da Tata Electronics, fabricante indiana de componentes que atende empresas como Apple e Tesla. Os dados, com mais de 630 GB no total, estão disponíveis na dark web desde pelo menos 10 de junho, segundo pesquisadores de segurança, e incluem documentos confidenciais, e-mails internos, registros de eventos e cópias de passaportes de funcionários.
O que foi vazado
Uma busca nos arquivos expostos por “Apple” retornou 181 itens entre arquivos e pastas, incluindo um documento de 52 páginas com marcações proprietárias que descreve padrões de inspeção de qualidade para componentes de placas de circuito de iPhones. Há pastas com nomes como “com.apple.factorydata” e arquivos com rodapés indicando que se tratam de informações proprietárias e confidenciais da Apple Inc.
Nos arquivos relacionados à Tesla, pesquisadores encontraram especificações de fabricação e um documento de montagem datado de maio de 2025. Uma pasta identificada como “NV36 Chargeport Controller – North America” faz referência a componentes de uma versão atualizada do SUV Model Y. Também há desenhos associados ao projeto Highland, nome interno usado para o sedã Model 3 reformulado; esses documentos trazem marcações de “confidenciais, proprietários e segredos comerciais da Tesla Inc.”
Como o vazamento foi identificado
Dois especialistas em segurança analisaram os dados para a Reuters. Rajshekhar Rajaharia confirmou a presença de e-mails internos, registros de eventos abrangendo vários anos e passaportes de funcionários, inclusive estrangeiros. O segundo pesquisador, Rakesh Krishnan, informou que os arquivos estavam acessíveis na dark web desde pelo menos 10 de junho. A dark web é a parcela da internet que não aparece em mecanismos de busca convencionais e requer programas específicos para acesso, sendo frequentemente utilizada para divulgação ou venda de dados roubados.
Reação das empresas
Contexto
O World Leaks é um grupo que já reivindicou outros ataques, incluindo uma invasão à Nike. A autenticidade de todos os arquivos publicados não foi verificada de forma independente pela Reuters. O episódio surge em um momento delicado para a Tata: no ano passado o grupo Jaguar Land Rover, do mesmo conglomerado Tata, sofreu um ataque que interrompeu produção por seis semanas, e a empresa também responde a investigações na Índia sobre suposta contaminação de terras agrícolas próximas a uma de suas fábricas de componentes para iPhone em Tamil Nadu.
Imagem: Divulgação
As investigações sobre a origem do ataque e a extensão dos danos continuam em andamento.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6