TRANSMISSÃO: Band

O Guns N’ Roses encerrou o Monsters of Rock 2026 com uma apresentação que, segundo observadores, ficou acima da média recente da banda. O show ocorreu no Allianz Parque, em São Paulo, na noite de sábado, 4 de abril, com Axl Rose, Slash e Duff McKagan acompanhados por Richard Fortus (guitarra), Isaac Carpenter (bateria) e Dizzy Reed (teclados/piano).

Um setlist surpreendente

O grupo optou por um formato mais enxuto em relação a temporadas anteriores: o espetáculo foi reduzido em cerca de 30 minutos e contou com 25 músicas. Entre as ausências mais notadas estiveram as baladas “Don’t Cry” e “Patience” e todas as faixas do álbum Chinese Democracy (2008), que vinham sendo apresentadas em épocas mais recentes.

Mesmo assim, o repertório incluiu lançamentos mais recentes — “Perhaps”, “Atlas” e “Nothin’” — e também trouxe escolhas inesperadas que substituíram as ausências apontadas. “Dead Horse” foi executada pela quinta vez desde 1993, “Bad Apples” apareceu no set pela primeira vez em 35 anos, e o habitual cover de Black Sabbath mudou: saiu “Sabbath Bloody Sabbath” para dar lugar a “Junior’s Eyes”.

O arranque do show com “Welcome to the Jungle” provocou reação intensa do público, que já lotava o festival após as apresentações de nomes como Lynyrd Skynyrd, Extreme, Halestorm, Yngwie Malmsteen, Dirty Honey e Jayler. No bloco inicial o grupo também passou por “Slither” (Velvet Revolver), “It’s So Easy”, “Mr. Brownstone”, “Bad Obsession” e uma versão explosiva de “Live and Let Die” (Wings).

Execução e presença em cena

Axl Rose, aos 64 anos, mostrou controle dentro das limitações atuais da voz: o alcance ainda é perceptível, mas os agudos extremos já não aparecem com a mesma frequência. A seleção de canções favoreceu registros mais graves, o que diminuiu o impacto das trocas de timbre no vocal principal. Isaac Carpenter, que entrou na formação em 2025, foi apontado como responsável por um som de bateria com mais atitude punk em comparação ao antecessor Frank Ferrer.

Slash manteve a postura de destaque nas guitarras, apesar de um volume do instrumento mais baixo em alguns momentos. Duff McKagan manteve a base rítmica característica, alinhando-se bem com Carpenter. Richard Fortus foi lembrado por Axl durante o solo de “Knockin’ on Heaven’s Door” por seus 25 anos na banda. Dizzy Reed teve papel de apoio durante a maior parte do show, mas ganhou destaques no solo de piano de “Estranged”, exibido nos telões laterais.

Imagem: Divulgação

Durante a apresentação, o público também ouviu improvisos e pequenas interações: em “Rocket Queen” o solo de Slash com talkbox esteve mais contido; “You Could Be Mine”, ausente na abertura da turnê no México, voltou ao repertório; e o final seguiu com clássicos em sequência — “Sweet Child O’ Mine”, “Estranged”, “Bad Apples”, “November Rain”, “Nightrain” e “Paradise City”.

Repertório — Guns N’ Roses no Monsters of Rock 2026

1. Welcome to the Jungle
2. Slither (Velvet Revolver)
3. It’s So Easy
4. Live and Let Die (Wings)
5. Mr. Brownstone
6. Bad Obsession
7. Rocket Queen
8. Perhaps
9. Dead Horse
10. Double Talkin’ Jive
11. Nothin’
12. You Could Be Mine
13. Civil War
14. Junior’s Eyes (Black Sabbath)
15. Knockin’ on Heaven’s Door (Bob Dylan)
16. New Rose (The Damned)
17. Atlas
18. Solo de guitarra de Slash
19. Sweet Child O’ Mine
20. Estranged
21. Bad Apples
22. November Rain
23. Nightrain
24. Paradise City

Próximos shows no Brasil

  • 07/04: São José do Rio Preto – Recinto de Exposições (com Raimundos)
  • 09/04: Campo Grande – Autódromo Orlando Moura (com Raimundos)
  • 12/04: Cariacica (ES) – Estádio Kleber José de Andrade (com Raimundos)
  • 15/04: Salvador – Arena Fonte Nova (com Raimundos)
  • 18/04: Fortaleza – Arena Castelão (com Raimundos)
  • 21/04: São Luís – Arena Castelão (com Raimundos)
  • 25/04: Belém – Mangueirão (com Raimundos)

O show no Allianz Parque foi o 47º do Guns N’ Roses no Brasil, país que figura como o quarto com mais apresentações da banda, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

Com informações de Rollingstone