TRANSMISSÃO: Band | Record

Harry Styles voltou ao Brasil e estreou a turnê Together, Together na noite de sexta-feira, 17 de julho, no estádio MorumBIS, em São Paulo, com um show que reuniu repertório dos seus álbuns e um forte apelo à convivência e celebração coletiva.

Quatro anos depois de sua última apresentação no país, em 2022, o cantor abriu a noite pedindo ao público que cantasse e dançasse livremente. Antes de subir ao palco, Styles circulou pela cidade como turista — com visitas ao Parque Ibirapuera, ao bairro da Liberdade e a um cinema de rua — e adotou no palco o figurino central da nova turnê: camisa social preta com flores brancas e calça azul. Na plateia, fãs usaram gravatas em variados estilos, acentuando o clima visual do espetáculo.

O ato de abertura ficou por conta do duo nova-iorquino Fcukers, que apresentou um set eletronicamente denso, marcado por sintetizadores e iluminação intensa. Apesar de parte da audiência não ter se identificado totalmente com o som, a escolha segue a prática do artista de levar ao público nomes que admira.

O show privilegiou canções do novo álbum Kiss All The Time. Disco, Occasionally, concebidas para o formato ao vivo, e começou com “Are You Listening Yet?”, faixa que incendiou o público. Em seguida, Styles alternou composições recentes e sucessos anteriores, incluindo “Golden”, “Adore You” e “Watermelon Sugar”.

Houve momentos de descontração com “Music For a Sushi Restaurant” e de contemplação nas sequências mais melancólicas, como “Coming Up Roses” e “Fine Line”. O artista justificou a escolha da canção-título para encerrar o primeiro ato, citando a capacidade da música de lembrar sobre a fragilidade e a beleza da vida e destacando o espírito comunitário que encontrou na estrada.

Durante a apresentação, o repertório transitou por trechos de Harry’s House e por boa parte de Kiss All The Time, com faixas como “American Girls” — em que brincou ao adaptar o refrão para “Brazilian Girls” — e “Keep Driving”. A banda de apoio, as backing vocals, dançarinas e a orquestra ocuparam a passarela, ampliando a dinâmica em números como “Ready, Steady, Go!”, “Dance No More”, “Treat People With Kindness”, “Pop” e “Season 2 Weight Loss”.

Imagem: Getty

O show também trouxe momentos íntimos, como o mashup de “Carla’s Song” com “Satellite”, e surpreendeu com “Matilda” como música inesperada. A orquestra ainda apresentou trechos de “Night Changes” e “History”, remetendo à fase One Direction de parte do público.

Na penúltima canção, Styles escolheu “Sign Of The Times”, do seu álbum de estreia, em um momento emotivo que culminou em fogos de artifício. A ausência de “Kiwi” no setlist foi notada; o artista, no entanto, entoou as duas primeiras estrofes da faixa durante a performance de “Watermelon Sugar”. O encerramento ficou por conta de “As it Was”, executada enquanto ele fazia sua última volta pela passarela.

Ao longo de aproximadamente duas horas, a estrutura do espetáculo, os efeitos visuais e a proximidade proporcionada pela passarela garantiram que grande parte da plateia visse o artista de perto, reforçando a proposta de conexão presente na turnê.

Com informações de Rollingstone