Durante o Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, a Honor apresentou, no último domingo, o “Robot Phone”, um smartphone que incorpora uma câmera montada em um braço robótico motorizado acoplado ao corpo do dispositivo.

De acordo com informações veiculadas pela CNBC, o mecanismo lembra a linha Osmo, da DJI. A câmera do aparelho pode travar em pessoas ou objetos e seguir seus movimentos de forma autônoma. A Honor também integrou o sistema ao seu assistente de inteligência artificial, permitindo que o hardware responda a comandos de voz; em demonstrações, a câmera chegou a mover-se para frente e para trás como resposta a perguntas simples.

A empresa, que se separou da Huawei em 2020, tem direcionado esforços para o mercado de luxo na Europa, onde contava com aproximadamente 3% de participação em 2025. Francisco Jeronimo, vice-presidente de dados e análise da IDC, disse à CNBC que o lançamento funciona sobretudo como um impulso de marketing para aumentar a visibilidade da marca. Segundo o analista, a Honor precisa mostrar esse tipo de inovação, mas transformar a atenção em vendas será complicado caso o preço seja alto ou o aparelho se torne muito volumoso.

Dobrável Magic V6 e robótica humanoide

Além do “Robot Phone”, a Honor revelou o Magic V6, seu novo dobrável. O modelo tem 8,75 mm de espessura quando fechado, medida que a empresa comparou ao iPhone 17 Pro Max, e traz o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, da Qualcomm. A venda do Magic V6 começará na China em março, com previsão de lançamento internacional no segundo semestre de 2026.

O evento também incluiu um teaser do primeiro robô humanoide da marca. Poucos detalhes técnicos foram divulgados, mas a Honor indicou que o robô será projetado para funções como assistência em compras, inspeções em locais de trabalho e companhia doméstica.

Imagem: Divulgação

Esses movimentos colocam a Honor em concorrência direta com outras fabricantes chinesas que investem em robótica, como Xiaomi e Xpeng. A companhia e seus concorrentes, porém, enfrentam um cenário de oferta adverso: a escassez global de componentes e a alta inédita nos preços de chips de memória em 2026 devem pressionar os custos de produção e, consequentemente, os preços ao consumidor.

Com informações de Olhardigital