O consenso de mercado que colocava o real como a moeda de melhor desempenho global vem sendo revisto por alguns participantes importantes. Entre esses, o banco HSBC mudou sua projeção e já não espera que a moeda brasileira se destaque entre os pares na América Latina.

HSBC passou a prever uma desvalorização do real frente ao peso mexicano no curto prazo, sinalizando uma saída da visão dominante que vinha favorecendo a moeda brasileira. A alteração de posição do banco está associada ao risco eleitoral, que vem influenciando as perspectivas sobre ativos e moedas locais.

Segundo a apuração, essa revisão por parte do HSBC ocorre em um momento em que parte do mercado reavalia a resiliência do real diante de incertezas políticas. A instituição financeira, portanto, já não projeta que o real mantenha um desempenho superior ao dos demais países da região nas próximas semanas.

O movimento do banco contrasta com a avaliação anterior, quando havia um amplo consenso sobre a força da moeda brasileira. Com a mudança, o HSBC passa a integrar o grupo de players relevantes que abandona essa visão de liderança do real entre as moedas latino-americanas.

HSBC prevê real mais fraco no curto prazo diante de risco eleitoral

Imagem: Reprodução/BloombergTV

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Com informações de Valor.globo