O varejo brasileiro enfrenta uma nova etapa de transformação impulsionada pela inteligência artificial agêntica, tecnologia que vai além da geração de conteúdo e passa a operar com autonomia para cumprir objetivos empresariais. Especialistas afirmam que a adoção dessa forma de IA pode melhorar a experiência do cliente e a eficiência das operações, mas demanda investimentos e ajustes organizacionais.

O que é IA agêntica e qual o impacto no varejo?

A IA agêntica se diferencia de modelos de linguagem que apenas respondem perguntas: trata-se de sistemas capazes de agir de maneira independente, coordenando múltiplos módulos de IA para alcançar metas definidas. No varejo, isso significa que assistentes digitais podem, além de atender dúvidas, gerenciar estoque, otimizar processos logísticos e tomar decisões em tempo real, aprendendo e adaptando-se a cada interação.

Quem adota esse tipo de tecnologia pode obter três ganhos principais:

  • Personalização da jornada do cliente: recomendações hipersegmentadas e assistentes de compra que antecipam necessidades, aumentando probabilidade de conversão e satisfação.
  • Otimização operacional: gestão preditiva de estoque, logística inteligente e automação de tarefas rotineiras, liberando equipes para atividades estratégicas.
  • Análise preditiva avançada: previsão mais precisa de tendências, demandas sazonais e comportamento de mercado, auxiliando decisões sobre sortimento, preços e campanhas.

Como a tecnologia se traduz em prática

Na prática, a IA agêntica pode sugerir produtos coerentes com o perfil de cada consumidor, resolver problemas complexos via chatbots sem intervenção humana e monitorar níveis de estoque em tempo real. Em logística, sistemas agênticos recalculam rotas diante de imprevistos como trânsito, reduzindo custos de entrega. Pesquisa da NielsenIQ Ebit indica que 75% dos e-commerces no Brasil já utilizam algum tipo de IA para esse tipo de otimização.

Custos e desafios para implementação

A implementação exige mais do que investimento inicial em tecnologia: é preciso infraestrutura de TI robusta para suportar a chamada “IA invisível”, integração com sistemas legados que muitas vezes precisam ser modernizados, e capacitação das equipes para operar e extrair valor das soluções — incluindo ferramentas como o Copilot no Windows 11. Há também questões éticas e de privacidade relacionadas à coleta de dados e a necessidade de manutenção e atualização contínua dos sistemas.

Imagem: Divulgação

Empresas que oferecem soluções completas apontam que a jornada não precisa ser solitária: fornecedores podem entregar desde hardware adequado para robôs com “cérebro” de IA até serviços gerenciados de TI para auxiliar a adoção.

Para aprofundar a compreensão sobre o custo real e o poder da IA agêntica, recomenda-se a leitura do artigo publicado no Olhar Digital assinado por Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de Consumo e Mobilidade da Positivo Tecnologia.

Com informações de Meupositivo