O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou avanço de 0,51% em abril frente a março na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central. O resultado ficou abaixo da mediana das previsões de analistas, que esperavam crescimento de 0,60%.

A leitura de abril indica que a atividade econômica voltou a crescer, mas em ritmo inferior ao projetado pelo mercado financeiro. As estimativas dos analistas variaram entre estabilidade e um aumento mais forte, refletindo avaliações distintas sobre o desempenho dos principais setores da economia.

Segundo a autoridade monetária, o IBC-Br é calculado a partir de indicadores da indústria, comércio, serviços, agropecuária e da arrecadação de impostos, funcionando como um termômetro da atividade antes da divulgação oficial do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora não substitua o dado oficial, o índice é amplamente utilizado por economistas e investidores para acompanhar a evolução econômica ao longo do ano.

O recuo em relação às expectativas reforça a visão de que o crescimento segue em curso, porém com intensidade menor do que a observada em alguns períodos prévios. O Banco Central destacou que a trajetória positiva sinaliza resiliência da atividade mesmo em um cenário de juros elevados e maior cautela entre consumidores e empresas.

O comportamento do IBC-Br é acompanhado de perto pelo mercado por seu impacto nas projeções para a inflação, na condução da política monetária e nas expectativas de expansão do PIB em 2026. A leitura de abril não permite, por si só, discriminar quais segmentos sustentaram o desempenho ou se a desaceleração é pontual.

IBC-Br aponta alta de 0,51% em abril na comparação com março

Imagem: Divulgação

Nos próximos dias, a divulgação de indicadores setoriais e do PIB oficial deve fornecer um panorama mais detalhado sobre os segmentos que sustentaram o crescimento no início do segundo trimestre e indicar se a desaceleração observada em abril representa apenas uma acomodação temporária ou o início de um ritmo mais moderado de expansão.

A confirmação dos sinais apontados pelo IBC-Br dependerá, portanto, das informações complementares que serão divulgadas pelas estatísticas setoriais e pelo IBGE.

Com informações de Portalin