Transmissão: Record — Horário: 9h47 (Brasília UTC-3)

O Ibovespa registrou alta superior a 1% nesta terça-feira, 24, renovando máximas e encerrando acima dos 191 mil pontos pela primeira vez, impulsionado principalmente pelas ações das grandes empresas, que têm se beneficiado do forte ingresso de capital estrangeiro na bolsa paulista no início do ano.

O principal índice acionário do país subiu 1,40% e fechou em 191.495,56 pontos, novo recorde de fechamento. Durante o pregão, o Ibovespa alcançou o pico intradia de 191.780,77 pontos e tocou a mínima de 188.854,45 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 28,7 bilhões antes dos ajustes finais.

Dólar

O fluxo de recursos vindos do exterior também contribuiu para a queda do dólar frente ao real nesta sessão. A moeda norte-americana recuou 0,27% e fechou a R$ 5,15, nível de fechamento não visto desde 28 de maio de 2024, quando encerrou no mesmo valor. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 6,07%.

Apesar de ter subido no início do dia, o dólar passou a cair após a abertura da bolsa brasileira, acompanhando a entrada de investimentos estrangeiros no mercado local. “Tem muito capital estrangeiro entrando no Brasil, o que acaba favorecendo o real em relação ao dólar”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

O pico intradia da moeda foi de R$ 5,19 (+0,32%) às 9h47 — pouco antes da abertura do pregão — e a mínima do dia ocorreu às 13h12, quando o dólar chegou a R$ 5,14 (-0,51%), já com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos.

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Dólar segue reagindo às tarifas

Na mesma data, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não contemplados por isenções, conforme comunicado da alfândega norte-americana. A taxa corresponde ao percentual inicialmente anunciado por Donald Trump na sexta-feira anterior, e é inferior aos 15% que ele havia prometido no sábado.

A medida foi tomada em reação a uma decisão da Suprema Corte que anulou tarifas anunciadas no ano passado pelo governo Trump, e levanta dúvidas sobre acordos comerciais recentes negociados pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.

O movimento do mercado acionário e das cotações do dólar nesta terça-feira refletiu, portanto, tanto o fluxo estrangeiro favorável ao mercado brasileiro quanto as mudanças em política tarifária dos Estados Unidos.

Com informações de Forbes