O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (02) em alta, sustentado pelo desempenho das ações de empresas petrolíferas, especialmente da Petrobras, enquanto o dólar avançou frente ao real em meio ao aumento do risco geopolítico no início de março.

O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,28%, alcançando 189.316,75 pontos, segundo dados preliminares. Durante o dia, o Ibovespa registrou mínima de 186.637,98 pontos e máxima de 190.110,43 pontos.

Os preços do petróleo reagiram à escalada do conflito no Oriente Médio, com o barril tendo alta expressiva no exterior. O petróleo subiu 13% e fechou o dia com valorização de 6,68%, cotado a US$ 77.

Dólar

O dólar comercial terminou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando a valorização da moeda norte-americana frente a outras divisas após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A busca por ativos considerados refúgio pressionou moedas e títulos de mercados emergentes.

Apesar da alta, a cotação recuou do pico do pregão porque exportadores e parte dos investidores aproveitaram os preços mais elevados para vender a moeda. O dólar à vista fechou em R$ 5,1651, subida de 0,60% no dia. No acumulado de 2026, a moeda registra queda de 5,90%.

O dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$ 5,2146 (+1,56%) às 11h02 (Brasília UTC-3), para depois moderar os ganhos e ficar na faixa dos R$ 5,16.

Imagem: Getty ImagesFachada do escritório da Petrobrás no Rio de Janeiro

As ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo relatos, e provocaram contra-ataques iranianos com mísseis direcionados a alvos em uma série de países árabes, incluindo Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ordenado o ataque ao Irã para impedir o desenvolvimento nuclear de Teerã e um programa de mísseis balísticos, e disse que continuará a guerra pelo tempo que for necessário. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, afirmou que levará tempo para atingir os objetivos militares no Irã e que são esperadas mais baixas norte-americanas.

A intensificação do conflito no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e aumentou a aversão a risco, afetando moedas e ativos de mercados emergentes.

Com informações de Forbes