HORÁRIO: 17h07 (Brasília UTC-3) — TRANSMISSÃO: Space
O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira com recuo moderado, pressionado principalmente pela desvalorização de ações da Petrobras, mas ainda assim confirmou a primeira alta semanal desde abril. O pregão foi marcado por eleições de ativos globais, noticiário geopolítico e a estreia de ações da SpaceX na Nasdaq, além da divulgação de dados de inflação no Brasil.
O índice caiu 0,21%, aos 171.132,66 pontos, após oscilar entre 169.992,77 pontos (mínima) e 172.544,54 pontos (máxima). O volume financeiro negociado somou R$ 23,78 bilhões. No acumulado da semana, o Ibovespa avançou 1,25%, encerrando uma sequência de oito semanas em baixa, a maior série negativa da história da série, segundo a LSEG.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que negociações nucleares só ocorreriam posteriormente e não avançariam sem a implementação de um acordo provisório já proposto, que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz e a cessação de conflitos em várias frentes; Araqchi disse também que o memorando de entendimento não foi assinado e pode ser alterado.
Na véspera, Trump havia afirmado ter cancelado novos ataques ao Irã porque um acordo teria sido alcançado, alimentando a expectativa de resolução do conflito iniciado no fim de fevereiro.
Analistas destacaram que, apesar das incertezas sobre os termos finais, prevaleceu a percepção de que um entendimento entre Washington e Teerã estaria mais próximo, o que influenciou mercados, sobretudo o de petróleo.
O Brent recuou 3,37%, fechando a US$ 87,33 o barril. A perspectiva de avanço nas negociações reduziu a cotação do petróleo e pressionou papéis de empresas do setor no Brasil, segundo especialistas do mercado, o que afetou o desempenho da Petrobras no pregão.
Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,5% em um dia em que as ações da SpaceX estrearam em alta superior a 19% na Nasdaq, após a precificação da oferta inicial em US$ 75 bilhões; ao final do pregão, a empresa reportou valor de mercado superior a US$ 2 trilhões. Na B3, o BDR da SpaceX subiu 18,15%, fechando a R$ 54,74.
No âmbito doméstico, o IBGE informou que o IPCA avançou 0,58% em maio, ante 0,67% em abril; a pesquisa Reuters apontava expectativa de 0,53%. Em 12 meses, a inflação passou a 4,72% em maio, de 4,39% em abril — acima da projeção média de 4,66% e ultrapassando o teto da meta (4,68%) pela primeira vez desde outubro de 2025. Economistas afirmaram que o cenário inflacionário complica a decisão do Banco Central sobre cortes adicionais na taxa de juros.
Imagem: Getty Images
Dólar
O dólar à vista fechou em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,0610, acompanhando o recuo da moeda norte-americana frente a outras divisas de mercados emergentes em meio a esperanças de um acordo entre EUA e Irã. No balanço semanal, o dólar acumulou baixa de 1,83% e, no ano, queda de 7,80% ante o real. Às 17h07, o contrato futuro de dólar para julho, o mais negociado na B3, caía 0,83%, a R$ 5,0825.
No pregão, os destaques entre papéis foram: PETROBRAS PN recuou 1,39% e PETROBRAS ON caiu 1,30%; PRIO ON teve queda de 1,14%; BRAVA ON caiu 0,14% e PETRORECONCAVO ON cedeu 1,62%. VALE ON subiu 0,47%, mesmo com a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China.
Setor financeiro e outros papéis: ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,25%, enquanto NUBANK, listado nos EUA, subiu 0,83% após a instituição reconhecer ter enviado mensagens indevidas a parte de seus clientes por um erro operacional pontual, já corrigido. BRASKEM PNA caiu 6,67% em ajuste após quatro altas consecutivas. COPASA ON recuou 1,88% depois da precificação de sua oferta de privatização a R$ 49,03 por ação, com desconto em relação ao fechamento anterior, mas acima do piso do governo de Minas Gerais.
ENGIE BRASIL ON valorizou 1,94% após o conselho aprovar oferta de ações para incorporar 40% da usina Jirau. EMBRAER ON subiu 2,32%, beneficiada por notícia sobre a aprovação parlamentar grega para compra de três aeronaves C-390 e pela atuação da Eve, unidade de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, que tem meta de certificação para 2028 e disse que administrará recursos com cautela.
O pregão desta sexta consolidou a percepção de que fatores externos e indicadores locais seguirão orientando a bolsa na próxima semana, conforme encerram as negociações e os agentes assimilam dados de inflação e desdobramentos geopolíticos.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6