O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (24) em alta, impulsionado principalmente pelo desempenho das ações da Petrobras e pela recuperação dos preços internacionais do petróleo, em um contexto de incerteza sobre a evolução da guerra no Oriente Médio.

O principal indicador da bolsa brasileira subiu 0,32%, fechando em 182.509,14 pontos. No pregão, o índice oscilou entre mínima de 179.914,53 e máxima de 182.649,10 pontos, com volume financeiro total de R$ 25 bilhões.

Na segunda-feira, o Ibovespa avançou mais de 3%, chegando próximo de 183 mil pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar ataques à infraestrutura energética iraniana e mencionar conversas “produtivas” com o Irã. Nesta terça, porém, novos eventos na região geraram sinais contraditórios.

Segundo as Forças Armadas de Israel, o Irã lançou ondas de mísseis contra o país. Ao mesmo tempo, Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, afirmou que não houve negociações. Fontes de alto escalão em Teerã informaram à Reuters que o Irã manteve apenas conversas preliminares com Paquistão, Turquia e Egito para avaliar se existiriam bases para negociar com os Estados Unidos o fim do conflito.

De acordo com essas fontes, a postura iraniana endureceu consideravelmente desde o início da guerra e o país deve exigir concessões significativas caso mediações avancem para conversações sérias. Trump, por sua vez, afirmou nesta terça que os EUA estão dialogando com “as pessoas certas” no Irã para tentar encerrar as hostilidades e disse que os iranianos demonstram grande interesse em chegar a um acordo.

Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, ressaltou a cautela no cenário global: “O mundo olha para o Oriente Médio e tenta entender como os EUA vão tentar resolver a questão da guerra com o Irã.”

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo avançaram com as repercussões dos sinais conflitantes entre Irã e EUA. O Brent fechou com alta de US$ 4,55 (4,55%), a US$ 104,49 por barril, enquanto o West Texas Intermediate subiu US$ 4,22 (4,79%), para US$ 92,35.

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No mercado acionário, PETROBRAS PN registrou alta de 2,69%, acompanhada por PRIO ON (+2,53%), BRAVA ON (+1,94%) e PETRORECONCAVO ON (+0,08%).

Dólar

O dólar comercial voltou a subir no Brasil e passou de R$ 5,25 em um dia negativo para moedas de mercados emergentes, diante da continuidade das ações no Oriente Médio. Apesar de uma intervenção do Banco Central, que realizou operação cambial para aumentar a liquidez no mercado à vista, a moeda americana fechou em alta.

O dólar à vista encerrou o dia com valorização de 0,25%, a R$ 5,2549. No acumulado do ano, a divisa apresenta queda de 4,26%.

Na segunda-feira (23), a moeda tinha recuado mais de 1% após Trump mencionar conversas com o Irã e adiar ataques a instalações do país. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, explicou: “O dólar voltou a operar em alta, refletindo a deterioração do ambiente de risco global diante da incerteza sobre a efetividade das negociações entre Estados Unidos e Irã”. Ele acrescentou que a ausência de sinais claros de desescalada e as declarações mais duras de autoridades iranianas, junto à continuidade dos ataques, levaram o mercado a reavaliar um cenário de conflito mais prolongado.

Com informações de Forbes