O Ibovespa avançou nesta segunda-feira após o Tesouro Nacional cancelar o leilão de NTN-Bs, provocando forte alívio nas taxas de juros nominais e reais e repercutindo imediatamente no mercado acionário local.

A reprecificação da renda fixa doméstica, somada a uma leitura mais positiva do cenário eleitoral no Brasil e ao avanço das negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, impulsionou o índice ao longo do pregão.

Desde a abertura, o principal indicador da bolsa brasileira passou a operar em terreno positivo e ampliou ganhos perto do fechamento, encerrando o dia com alta de 1,21%, aos 170.370 pontos. No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 170.750 pontos; a mínima intradiária foi de 168.326 pontos.

O maior apetite por risco elevou as cotações das blue chips, com ênfase para o setor bancário, cujas ações subiram em bloco. As units do BTG Pactual lideraram as maiores valorizações, com avanço de 3,10%. No mesmo dia, analistas do J.P. Morgan elevaram a recomendação das ações de neutra para compra e ajustaram o preço-alvo de R$ 61 para R$ 66.

Entre as grandes companhias, as ações ON da Vale registraram variação positiva de 0,20%, enquanto as ações PN da Petrobras subiram 0,95%, apesar de mais um dia de queda nos preços internacionais do petróleo.

O volume financeiro negociado pelo Ibovespa atingiu R$ 17,7 bilhões, e o total movimentado na B3 foi de R$ 23,6 bilhões.

Ibovespa sobe mais de 1% com forte queda dos juros após cancelamento de leilão

Imagem: Divulgação

No exterior, o sentimento foi distinto: o Nasdaq recuou 1,32% e o S&P 500 caiu 0,37%, enquanto o Dow Jones registrou alta de 0,29%.

O movimento desta segunda-feira reflete a combinação entre ajuste nas expectativas de juros, fatores políticos domésticos e elementos de geopolitica que influenciaram o apetite por risco dos investidores, resultando em ganhos generalizados no pregão local.

Com informações de Valor.globo